Gleise e Michelle se preparam para disputar o Senado pelo Paraná se Moro for cassado

O veredicto ainda não foi dado e a posição afável do senador Sérgio Moro na sabatina do ministro da Justiça, Flávio Dino, esta semana no Senado, pode denotar que ele tem esperança de vencer o processo que corre na justiça eleitoral pedindo sua cassação, mas, independente disso, já corre solto nos meios políticos brasilienses que a atual presidente do PT, Gleise Hoffmann, deputada federal pelo Paraná, e a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, podem disputar o senado pelo estado se Moro for, realmente, afastado.
Em que pese se tratar de duas mulheres, confirmando-se este prognóstico, petistas e bolsonaristas devem protagonizar em terras paranaenses uma briga de foice ainda maior e mais radicalizada do que a de Lula contra Bolsonaro em 2022. A união do PT e do PL, na busca pela cassação de Moro – os dois representaram na justiça contra o senador – denotariam que os dois partidos pretendem lutar pela vaga e não devem abrir mão de indicar seus melhores quadros para enfrentar a disputa.
No PT, quando começaram a circular as informações de que Gleisi poderia ir para o Ministério da Justiça no lugar de Dino – uma idéia afastada, recentemente, pelo presidente Lula – uma alta fonte partidária informou a este blog que a deputada federal estava mais entusiasmada com a possibilidade de ser senadora do que ministra. No caso de Michelle Bolsonaro a briga pelo seu nome já frequenta o espaço bolsonarista na Internet mas precisa passar pelo crivo do PL paranaense que hoje se inclina pelo ex-deputado Paulo Martins, que disputou com Moro e teve 29,12% dos votos (Moro teve 33,82%).
O Instituto Paraná Pesquisas fez uma sondagem de opinião publica no estado em outubro e Michelle apareceu em primeiro lugar em todos os cenários chegando aos 44,3% de preferência dos eleitores em um deles. O ex-presidente teria comemorado o resultado junto com o presidente nacional do PL, Waldemar Costa Neto. Bolsonaro, inclusive, tem demonstrado, até em entrevistas, que não quer que Michelle dispute funções executivas mas não se oporia a uma assunção dela ao Parlamento.
Bolsonarismo é forte no Paraná
Apesar da grande força do bolsonarismo no Paraná – o ex-presidente teve 62,40% dos votos do estado na eleição do ano passado contra 37,60% de Lula – Michelle tem um obstáculo pela frente, além do ex-deputado Paulo Martins: seu domicílio eleitoral é o Distrito Federal e, dependendo do mês em que ocorrerá a eleição suplementar, pode não contar com tempo hábil para mudar de endereço. A Justiça estabelece um prazo de seis meses antes do pleito para mudança de domicílio. A não ser que a ex-primeira dama tenha tomado esta iniciativa às escondidas do grande público, pode não ter condições de disputa se a eleição for, por exemplo, em março de 2024, como já se especulou.
Milei ajuda a Ucrânia
O novo presidente da Argentina, Javier Milei, decidiu enviar para a Ucrânia, como doação, dois helicópteros Mi-17E para serem utilizados na Guerra contra a Rússia. Os helicópteros estavam sendo usados em missões na Antártida mas estavam sem manutenção porque um acordo com a Rússia nesse sentido foi cancelado por conta das sanções internacionais após a invasão da Ucrânia. Wolodymyr Zelensky, presidente ucraniano e convidado de honra para a posse de Milei teria condições de colocar no ar novamente as duas aeronaves.
Paulo Roberto reconhecido pela Amupe
O prefeito de Vitória de Santo Antão, professor Paulo Roberto Arruda, recebeu da Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco) uma placa de reconhecimento “pelas boas práticas de gestão” no projeto Estratégias Didático-Pedagógicas para o Fortalecimento Educacional daquele município. Este ano ele já tinha recebido a medalha Amigo da Primeira Infância concedida pela Câmara dos Deputados pelo trabalho desenvolvido com as crianças em idade anterior à alfabetização.
Raquel promete mais
Em encontro com os prefeitos pernambucanos esta quinta-feira na Amupe, a governador Raquel Lyra informou que este ano liberou R$ 52,8 milhões para serviços socioassistenciais nos municípios, adiantando que isso representou “50% a mais do que foi liberado em 2022”. Prometeu mais, ao mesmo tempo em que se congratulou com os chefes dos executivos municipais pela aprovação do projeto de redistribuição do ICMS aprovado pela Assembléia Legislativa.
Pergunta que não quer calar: Entre Daniel Coelho, Dani Portela e Gilson Machado, quem vai para o segundo turno com o prefeito João Campos, se ele não for eleito no primeiro?
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