Favoráveis a dois palanques para Lula, petistas que apoiam Raquel defendem liberação na campanha

 

O deputado estadual João Paulo Silva, do PT, que faz parte da base do Governo na Assembleia Legislativa ao lado dos deputados Doriel Barros e Rosa Amorim, surpreendeu na semana passada ao declarar em entrevista à Folha de Pernambuco que, embora ainda esteja em desvantagem nas pesquisas, a governadora deve vencer a eleição, destacando, segundo ele, a “dimensão do trabalho que ela vem realizando em todo o estado”. Antes de João Paulo, o deputado Doriel Barros que até pouco tempo era presidente estadual do PT, havia, também em entrevista ao Blog do Alberes, afirmado: “acho que será uma eleição disputada mas ela tem todas as condições de renovar o seu mandato”.
           
Declarações como as dos dois deputados são vistas pelo atual presidente estadual da legenda, Carlos Veras, como manifestações individuais, mas destaca que quando o partido oficializar o apoio a um dos candidatos a governador todos marcharão juntos com o mesmo propósito. Mas é isso, no entanto, o que está sendo arquitetado nos bastidores onde petistas que atualmente apoiam a governadora defendem a liberação pela direção partidária para continuarem manifestando isso durante a campanha.
           
Um dos argumentos é o de que em 2022 as maiores lideranças partidárias declararam apoio ao candidato a governador do PSB, Danilo Cabral, e ele ficou em quarto lugar no primeiro turno porque a militância decidiu apoiar Marília Arraes, que chegou a vencer o primeiro turno. Outra alegação  é de que, aprovada a tese dos dois palanques, como está previsto, o correto seria adotar a tolerância com quem desejasse votar na governadora. João Paulo diz que só vê possibilidade desse argumento não ser aceito “se não se confirmar a questão dos dois palanques”.
            
Humberto dá ultimato
             
O senador Humberto Costa disse este domingo em entrevista no município de Buenos Aires que “não há como a gente participar de um processo que tenha três candidatos ao Senado”. Ouvido pelo blog Ponto de Vista, o senador esclareceu: “a disputa do Senado é a maior prioridade do PT aqui em Pernambuco e queremos garantir a eleição de um senador do PT.  Se formos para uma disputa com três nomes, isso divide os votos do campo progressista e da sociedade. Portanto, não há hipótese do PT participar de um processo dessa forma”.

Tulio conversa com Paulinho da Força

Agora que a ex-deputada federal Marília Arraes deixou o Solidariedade, o deputado federal Túlio Gadelha teve encontro na semana passada com o presidente do partido, Paulinho da Força. No meio político dá-se como provável que Túlio se filie à legenda que está federada com o PRD, abrindo espaço para as pré-candidaturas a governador e senador do reitor da UFPE, Alfredo Gomes e de Paulo Rubem Santiago. O deputado federal acreditava que se fosse formada a federação do PSOL com o PT, a Rede, partido ao qual é filiado,  poderia caminhar sozinha, mas isso foi sepultado este sábado quando o PSOL rejeitou a proposta.

Marília recebe Lupi
           
Embora Marília Arraes tenha adiado a filiação ao PDT, que estava prevista para acontecer no dia 12, próxima quinta-feira, o presidente nacional da legenda , Carlos Lupi, estará no Recife neste dia, segundo ela. Lupi deseja fazer contatos políticos para ver como conseguir espaço para a ex-deputada disputar o Senado. Na primeira entrevista que deu sobre Marília ele afirmou que o mais provável era que ela estivesse na chapa do prefeito João Campos, mas também citou o palanque da governadora Raquel Lyra.

Caso se coligue com o PSB, o PT vai aceitar liberar filiados para votar na governadora Raquel Lyra?

E-mail: redacao@blogdellas.com.br/terezinhanunescosta@gmail.com

 

Compartilhar