Esta sexta a campanha eleitoral chega à mídia tradicional com João Campos nas alturas

Sem debates que pudessem garantir algum tipo de confronto entre os candidatos e sem expressão nas mídias sociais, onde nem mesmo o prefeito João Campos tem mostrado criatividade ultimamente, a campanha eleitoral do Recife ganha a mídia tradicional esta sexta-feira, com a propaganda gratuita no Radio e na TV, no mesmo patamar da pré-campanha. O prefeito João Campos continua desafiando-se a si próprio em termos de popularidade, chegando aos inimagináveis 80% das intenções de voto, como mostrou ontem a mais recente pesquisa Quaest, sem que até agora os principais nomes de oposição – Daniel Coelho(PSD), Gilson Machado(PL), Dani Portela (PSOL) e Técio Telles (Novo) – tenham demonstrado ter fôlego suficiente para levar o pleito para o segundo turno.
Se tivesse mais tempo na propaganda que os exíguos 30 segundos do seu minúsculo partido, Dani Portela poderia vir a fazer uma notória diferença pela fala corajosa e combativa dos seus vídeos e pela vigilância das ações do Governo como fez esta quarta-feira, cobrando do prefeito no instagran, explicações sobre o fato de ter entregue a administração de creches municipais a cabos eleitorais dos vereadores. A não ser que algo de exponencial aconteça, no dia 3 de outubro a eleição do Recife pode ser encerrada no primeiro turno.
O candidato Daniel Coelho, com experiência de três campanhas para prefeito do Recife, todas dificílimas, ainda crê na possibilidade de, após 15 dias de propaganda, os números começarem a mudar. “Tem acontecido isso em todas as eleições e nesta não deve ser diferente”. Só não se sabe até que ponto isso vai acontecer. Nos meios políticos se presume que os candidatos de oposição cheguem juntos, a, no mínimo, 30% dos votos, com Daniel e Gilson vencendo a barreira dos 10% cada um – na Quaest Gilson tem 6 e Daniel 5 – e com Dani Portela chegando perto dos 10, caso consiga, nas redes e nas ruas, juntar muitas mulheres que abracem suas propostas e a ela se juntem na busca pelo voto. Mesmo que cheguem a 40%, João Campos tendo 60% dos votos já terá garantido a maior vitória em primeiro turno no Recife onde os pleitos costumam terminar por pequena margem de diferença entre situação e oposição.
Aliado de Lula, Bolsonaro ou Independente
A mesma pesquisa Quaest concluiu que 40% dos eleitores desejam que o próximo prefeito seja aliado do presidente Lula, 26% que tenha aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro e 31% que seja independente. Se analisadas as intenções de voto de João Campos dá para perceber que, mesmo diante dessa constatação, e estando correta a pesquisa Quaest, ele hoje vem tendo a preferência da totalidade dos eleitores de Lua, dos independentes e ainda de alguns bolsonaristas. Caberia a Gilson Machado conquistar os bolsonaristas, Daniel parte dos independentes pois hoje ele está no centro, e Dani Portela, como está previsto, uma parte dos votos lulistas.
Sem vereadores
A coordenação da campanha do prefeito João Campos já tinha distribuído sua agenda desta quinta-feira onde estavam incluídas duas agendas á noite em comitês de vereadores da base, candidatos à reeleição. Como, aliás, tem acontecido desde que a campanha de rua começou. Pouco tempo depois, no entanto, as agendas com os vereadores foram excluídas sem explicação. Resta lembrar que ontem, por coincidência, a candidata Dani Portela usou o instagran para pedir explicações ao prefeito sobre envolvimento dos vereadores com as creches municipais, dirigidas, segundo ela, por cabos eleitorais, citando reportagem com gráficos e imagens do Marco Zero Conteúdo.

Como explicar que Gilson Machado tenha tido 39% dos votos dos recifenses para o senado em 2022 e hoje, como mostra a pesquisa Quaest, 65% declarem que não o conhecem?
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