Em eleições para o Senado direita tem se saído melhor que a esquerda em Pernambuco

 

Embora um dos grandes debates que Pernambuco experimenta hoje em torno dos candidatos ao Senado esteja fixado na tese da possibilidade ou não do estado eleger este ano dois senadores de esquerda, como defende a ex-deputada federal Marília Arraes, o que é contestado pelo PT e pelo senador Humberto Costa, a história dos últimos 36 anos de eleições pernambucanas demonstra que nesse período que coincide com a redemocratização do país  – o pleito de 1982 ficou de fora porque foi feito com voto vinculado e no Nordeste a direita saiu vencedora em todos os estados –  Pernambuco mandou para Brasília nesse período 7 senadores de centro-direita e direita e 5 de esquerda e centro-esquerda.

Senadores de esquerda e centro- esquerda só foram eleitos no período Mansueto de Lavor (1986) Roberto Freire (1994), Jarbas Vasconcelos (2006 e 2018), Humberto Costa (2010 e 2018)  e Teresa Leitão (2022).  De direita e centro foram eleitos Antonio Farias (1986), Marco Maciel (1990 e 2002), Carlos Wilson (1994), José Jorge (1998), Sérgio Guerra (2002) , Armando Monteiro (2010) e Fernando Bezerra (2014).  Mesmo nos anos em que só um senador foi eleito, a esquerda só conseguiu isso com Jarbas (2006) e Teresa Leitão (2022), já a direita emplacou Marco Maciel (1986), José Jorge (1998) e Fernando Bezerra (2014).
             
Embora não se possa projetar o futuro pelo que aconteceu no passado, o receio do PT de que com Marília candidata Humberto Costa seja prejudicado, estaria plenamente justificado, à luz da história. Mesmo nos anos em que o estado escolheu dois senadores, como acontece agora em 2026, só houve um caso em que os dois senadores eram de esquerda e centro-esquerda. Foi em 2018 quando Humberto e Jarbas foram eleitos. Em 1986 venceram Mansueto e Farias, em 1994 foi a vez de Carlos Wilson e Roberto Freire e em 2010 Humberto e Armando Monteiro.
             
Raquel Lyra e João Campos e as lições do passado
             
Na perspectiva histórica onde está demonstrando que em ano de dois senadores o estado costuma eleger um de esquerda e outro de direita, o prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra estarão dentro do figurino se escolherem um nome mais à esquerda e outro mais à direita.  Como lembrava ontem um deputado estadual experiente “a eleição deste ano, além da questão ideológica, deve ser a primeira em que o candidato eleito pode não eleger os dois senadores, como aconteceu historicamente com Miguel Arraes em 1986 e 1994, com Jarbas em 2002, com Eduardo Campos em 2010 e com Paulo Câmara em 2018, ainda sob a influência do legado de Eduardo.

Dueire em busca da reeleição

O senador Fernando Dueire,  que recebeu na semana passada o apoio de 10 prefeitos do Sertão do Araripe, nesta segunda-feira agregou o apoio de seis prefeitos do Mata Norte, durante a solenidade em que ele recebeu o título de Cidadão de Macaparana. Ele foi recepcionado pelo deputado estadual Antonio Moraes e, antes do evento, gravou um vídeo ao lado do deputado e dos seis prefeitos em que um por um anunciaram apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra.

Paes Barreto falta a reunião do TJ

O desembargador Ricardo Paes Barreto não compareceu à reunião desta segunda-feira no Tribunal de Justiça onde deveria ser encerrado o julgamento da ação do Governo do Estado para reconhecimento da LOA – Lei Orçamentária Anual – na configuração enviada à Alepe pelo Executivo e não na que foi emendada pelo Legislativo. A turma que aprecia o assunto tem 20 desembargadores e o Executivo já conseguiu 17 votos favoráveis, mas como Ricardo Barreto pediu vistas da ação, o julgamento só prossegue quando ele apresentar o seu voto.

o governador eleito este ano vai conseguir ajudar a eleger seus dois candidatos ao Senado?

E-mail: redacao@blogdellas.com.br/terezinhanunescosta@gmail.com

Compartilhar