Após decisão do TSE sobre MDB processo volta para a Justiça Comum complicando mais a formação de chapas

A decisão tomada ontem pelo ministro Antonio Carlos Ferreira do TSE de se considerar incompetente para julgar o processo judicial movido contra a Convenção Estadual do MDB, não extingue o conflito estabelecido entre o grupo liderado pelo ex-deputado federal Raul Henry e o grupo liderado pelo senador Fernando Dueire e o deputado estadual Jarbas Filho. Embora em um primeiro momento Raul Henry tenha distribuído nota à imprensa comemorando vitória, na verdade o TSE apenas concluiu que não cabe à Justiça Eleitoral julgar o caso que agora volta para a Justiça Comum.

Esta situação vai complicar ainda mais a formação de chapas proporcionais, como informou a coluna  Giro Político desta sexta-feira pois enquanto o processo não for encerrado pela justiça comum, o MDB de Pernambuco continuará sub judice e com seu diretório estadual  inativo, como está registrado no próprio site do TSE. Apenas Raul Henry, através de liminar, continua administrando o orçamento partidário, mas os demais membros da executiva e todo o diretório vão ter que aguardar a decisão final para poder tomar qualquer providência.

Os diretórios municipais do MDB apelaram à Justiça Eleitoral, segundo informam na ação movida junto ao TSE, com o objetivo de tentar dar celeridade ao processo, sob alegação de que quanto mais ele demorasse mais prejudicaria a legenda que teria que formar chapas competitivas para deputado estadual e federal. Como a causa volta à Justiça Comum que só deve se pronunciar em fevereiro, mantendo até lá a inatividade dos órgãos partidários, não se sabe em que momento essa pendenga vai estar resolvida, afastando ainda mais a chance de algum novo filiado ingressar na legenda para formar chapas competitivas. Enquanto isso, apenas o senador Fernando Dueire, que não depende de chapas proporcionais pois tem cargo majoritário, reúne condições de manter suas pretensões à reeleição, como adiantou esta coluna ontem.

Tacaruna na mira

O Governo do Estado já concluiu o projeto de recuperação da Fábrica da Tacaruna, que vai ser recuperada para abrigar uma escola e deve dar início ao processo licitatório da obra nos próximos dias.  Como outro prédio antigo, o Liceu da praça da República, já se encontra em recuperação  só falta agora a conclusão do projeto do prédio do Diário de Pernambuco, o terceiro de dimensão histórica que a governadora Raquel Lyra prometeu recuperar. Os três passaram anos abandonados sem que fosse tomada qualquer providência para resolver a situação.

Americano Batista

Sobre o terreno do Colégio Americano Batista, desapropriado pela governadora antes de ser vendido para abrigar mais um shopping, esta coluna tomou conhecimento que a obra vai ser feita em duas etapas. A primeira constará de um parque que será inaugurado ainda em 2026 e a segunda que terá construção concomitante mas vai demorar mais tempo para ficar pronta , conta de uma Escola de Inovação e um Centro para práticas esportivas.

O prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra vão ter paciência para aguardar um desfecho da novela do MDB?

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