A eleição de 2026 e as voltas que a política dá

Quem conhece a política eleitoral sabe que ela é muito suscetível a atropelos e, como uma gangorra, pode jogar os candidatos para baixo ou para cima nas pesquisas de intenção de voto, de acordo com os acontecimentos e o humor dos eleitores. A eleição para presidente da República em 2026 se encaminha para virar um fla-flu com atropelos à esquerda e à direita e, como tal, levando os prováveis candidatos, inclusive o presidente Lula, que já declarou que vai buscar à reeleição, a uma onda de altos e baixos capaz de tirar do sério ou abalar os nervos de qualquer um.
Pelo menos é o que se vê até agora. Como se não bastassem as declarações infelizes do presidente em pronunciamentos de improviso – ele chegou inclusive a pedir desculpas duas vezes ou culpar a má interpretação – o país convive com um déficit assustador nas contas públicas, podendo surpreender o Governo com uma crise econômica em plena campanha. Essa situação, no entanto, é pinto se comparada com outros problemas desafiantes como as ameaças ao Brasil feitas por e-mail ou em entrevistas pelo presidente Donald Trump, o tarifaço de 50% imposto por ele sobre as importações brasileiras e a decisão de sancionar os ministros do supremo e até ministros de Lula como Alexandre Padilha e Ricardo Lewandowski.
Mas como prova de que a gangorra sobe e desce, a direita não tem vivido bons momentos como imaginava após o apoio recebido do presidente Trump. Muito pelo contrário, Lula já estava muito ruim nas pesquisas de intenção de votos quando foi salvo ao jogar o tarifaço no colo da direita e iniciar uma campanha de defesa da soberania nacional diante dos americanos que aumentou sua popularidade e levou a direita a se dividir e enfraquecer. Mas, seguindo a teoria exposta acima, o presidente deu uma declaração uma semana antes da megaoperação do Rio de Janeiro contra o tráfico de drogas, dizendo que os traficantes são vítimas dos viciados.
A direita, bem posta nas redes sociais, explorou o quanto pode essa frase infeliz e, para infortúnio da esquerda, a operação no Rio que deixou 121 mortos incluindo quatro policiais tirou do fundo do poço o governador Cláudio Castro e 87% dos moradores das favelas apoiaram a operação. Em contato com um deputado federal nordestino este final de semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que o presidente perdeu 3 pontos nas pesquisas em um só dia e que o quadro pode piorar pelo apoio da população à reação carioca.
“Matança”- diz Lula sobre operação carioca
O entorno de Lula vem trabalhando para atravessar mais esta dificuldade, porém, o presidente insiste nos improvisos e esta terça-feira, em Belém, onde se encontra para a Cop 30, durante uma entrevista para a imprensa internacional, classificou a operação no Rio como uma “Matança” e disse que precisa que seja feita uma investigação de fora das forças de segurança para saber o que realmente aconteceu. Até a imprensa brasileira se assustou do que ouviu no momento em que se prega que a segurança não pode ser politizada. Pelo visto, ou os ânimos são serenados, ou até o dia da eleição em outubro de 2026 a guerra de nervos e de narrativas vai abalar o país.
Teresa passa bem
A senadora Teresa Leitão, primeira mulher pernambucana eleita para a Câmara Alta, tropeçou no plenário do Senado esta terça-feira à tarde, teve um pequeno corte na testa e precisou ser medicada e levada ao hospital para realizar exames. A nota de sua assessoria informou que ela está bem e lúcida, o que tranquilizou muita gente em Pernambuco que torce por sua recuperação. Este blog deseja plena recuperação à senadora que está fazendo um excelente mandato como presidente da Comissão de Educação do Senado.

Quantos deputados federais e estaduais cada partido vai eleger no estado em 2026? Tem legenda muito atrasada na busca de candidatos que ajudem no atendimento ao quociente eleitoral de 107 mil votos para estadual e 207 mil para federal.
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