Gilson Machado reage à destituição da presidência do PL no Recife: “soube pela imprensa”

“Fui nomeado presidente do PL do Recife por Bolsonaro e Waldemar. Os dois assinaram o ato. Estou sabendo da destituição pela imprensa e não há o que fazer pois Bolsonaro está incomunicável e eu em prisão domiciliar. O que me conforta é que existe o dia de amanhã” – disse ao blogdellas na tarde desta sexta-feira o ex-ministro do turismo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado, destituído do comando do partido na capital pelo presidente nacional da legenda, Waldemar Costa Neto, que nomeou para o cargo o vereador do Recife Paulo Muniz, do grupo do presidente estadual Anderson Ferreira.
A destituição de Gilson ocorreu após um encontro de Waldemar com Anderson e seu irmão, o deputado federal André Ferreira. Em nota Waldemar informou que “o Recife é uma peça chave na nossa estratégia para 2026. Estamos trabalhando para ampliar nossa atuação e fortalecer ainda mais a presença no estado”. A decisão nacional deve dividir ainda mais os bolsonaristas pernambucanos dos quais Gilson e Anderson precisam ter o aval para se candidatar ao Senado em 2026.
Antes de ter decretada sua prisão domiciliar, Bolsonaro, como já tinha feito diversas vezes, afirmou em entrevista à imprensa que Gilson Machado era seu candidato ao Senado. Anderson, no entanto, é tratado como filho por Waldemar Costa Neto que o mantém na presidência estadual da legenda há anos, apesar de Gilson ter nesse período disputado o Senado em 2022 e a Prefeitura do Recife em 2024 por escolha da família Bolsonaro.
A animosidade entre os grupos de Anderson e de Gilson é tanta que nas últimas vezes em que Bolsonaro veio a Pernambuco, Anderson não foi convidado para a linha de frente. Quando compareceu se juntou aos manifestantes. Na eleição de 2024, Gilson acusou o grupo de vereadores apoiados por Anderson a não ter sequer incluído sua foto no material de propaganda. Ao mesmo tempo, Anderson acusa Gilson de não ter cumprido acordo deixando os candidatos a vereador sem recursos necessárias para suas campanhas. Na eleição, Gilson Filho foi o segundo vereador mais votado na capital, perdendo apenas para o presidente da Câmara, Romerinho Jatobá.
Após tornada pública a destituição de Gilson Machado choveram mensagens nos grupos de zap dos militantes bolsonaristas. A maior parte mostrando indignação com a mudança realizada. Na última manifestação bolsonarista no Recife, Gilson foi ovacionado, embora impedido de falar porque está proibido pelo ministro Alexandre de Moraes. Anderson e André Ferreira não compareceram.
Redação Blogdellas Foto: arquivo
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