Gilson Machado diz que será candidato ao Senado ou a federal: “vou para onde ajudar melhor Flávio Bolsonaro”

O ex-ministro Gilson Machado fez uma brincadeira quando indagado por este blog sobre em qual partido pretende se filiar, se ao Novo ou ao Podemos, dos quais recebeu convite. “Acabei de me casar e não posso já estar tratando da gravidez da mulher. Preciso de uns 30 dias para amadurecer a decisão que vou tomar” – afirmou sorrindo e acrescentando: “o importante é que troco de partido mas não troco de camisa”.
Indagado sobre o que faria se Flávio Bolsonaro fizesse um apelo para que ficasse no PL ele explicou que isso não vai acontecer: “falei com ele e comuniquei que estava me desfiliando e as razões que me levaram a isso e mostrei que era melhor para sua candidatura a presidente se eu estivesse em outra legenda e ele entendeu perfeitamente”.
Gilson é a menina dos olhos dos partidos em Pernambuco que estão, a duras penas, tentando formar chapas competitivas para deputado federal. Até porque ele levará consigo o filho Gilson Machado Filho, vereador do Recife, o segundo mais votado na capital em 2024.
Fortalecerá, portanto, as chapas de federal e estadual da legenda a que se filiar.
A perda para o PL
Quem tem a perder com sua saída é o PL. Nenhum candidato da direita em Pernambuco tem mais vínculo com Bolsonaro do que ele. O fato de não contar com o número 22 do PL é explicado pelos seus assessores como irrelevante. Argumentam que a deputada federal Clarissa Tércio, também vinculada ao bolsonarismo, disputou pelo PP em 2022 e mesmo assim foi a segunda mais votada do estado, embora tenha perdido o 1.o lugar para o deputado federal André Ferreira que disputou com o número 2222.
Apesar de não se relacionasse bem no PL os atuais deputados federais do partido no estado torciam para que Gilson permanecesse na legenda para disputar vaga de federal e ajudá-los com as sobras. Muitos dos problemas de relacionamento do ex-ministro com os correligionários ocorreram, segundo parlamentares do partido, porque ele fazia questão de estar sempre ao lado de Bolsonaro em suas vindas a Pernambuco, não deixando quase ninguém se aproximar. Anderson e André Ferreira, por exemplo, tiveram que se afastar em algumas ocasiões porque sentiam que não eram bem recebidos pelos assessores de Gilson.
No ano passado, quando Anderson Ferreira confirmou a permanência na presidência do PL em Pernambuco pelas mãos do presidente nacional Waldemar da Costa Neto que o considera “quase um filho” e o ex-presidente já se encontrava preso, Gilson sentiu que o seu tempo na legenda estava chegando ao fim. Nem o apelo para a fala de Bolsonaro a seu favor foi levado em consideração. Waldemar disse que o candidato ao Senado no estado seria Anderson e ponto final.
Redação Blogdellas Foto: divulgação
e-mail: redacao@blogdellas.com.br


