Frente Popular racha após 16 anos no poder
Frente Popular de Pernambuco, um grande aglomerado de partidos de centro esquerda que se uniu em torno do ex-governador Eduardo Campos e governa o estado há 16 anos, rachou esta manhã com a decisão de dois dos seus principais partidos – PSD e PP – decidiram se rebelar diante da escolha da deputada estadual Teresa Leitão, do PT, como candidata a senadora e vão marchar unidos em defesa do deputado André de Paula(PSD), que foi preterido na função para a qual tinha sido escalado desde 2020.
André, presidente estadual do PSD, concedeu entrevista esta manhã e levou consigo o presidente estadual do PP, deputado Eduardo da Fonte. Na entrevista reforçou que será candidato ao senado este ano e, de imediato, recebeu o apoio de Eduardo para esse seu projeto. Ambos ainda não falaram em sair da frente mas deixaram claro que nela ou fora dela a disposição dos dois é a mesma: seguir juntos com o nome de André.
Assessores e amigos de André de Paula declararam ao BlogDellas que ele já começou a se entender com os candidatos de oposição tendo em vista um entendimento próximo. Falou com Marília Arraes (Solidariedade), Raquel Lyra (PSDB) e Miguel Coelho (UB) mas na própria entrevista, ao afirmar que tanto ele quanto Eduardo da Fonte pretendem continuar apoiando Lula o caminho quase certo dos dois é o palanque da deputada Marília Arraes.
O racha da Frente vinha se desenhando há vários dias quando o PT passou a exigir a vaga do senado prometida a André. O próprio Lula se envolveu nas negociações autorizando Teresa a se manter candidata mesmo o PT de Pernambuco optando por outro nome, o do deputado federal Carlos Veras.
Segundo interlocutores palacianos, o governador Paulo Câmara tentou, de todas as maneiras, manter o acordo com André ao qual confirmou na última quinta-feira que a decisão em torno do seu nome estava tomada. André ficou tranquilo. No domingo, porém, o mesmo governador se comunicou com André para dizer que a senadora seria Teresa. O tempo então se fechou.
André passou a articular uma reação à decisão do PT e PSB no próprio domingo à tarde. Falou não só com a oposição mas com outros partidos da Frente além do PP e com prefeitos de todas as regiões do estado que já estavam comprometidos com ele: “não estou só” – disse na entrevista citando Eduardo da Fonte e garantindo que o movimento “só está começando”. No final da entrevista ele já começou a receber pelo o apoio de vários prefeitos aos quais devem se somar outros tantos daqui para a frente, como espera o PSD.
Fotos: Divulgação


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Um comentário
Luiz Carlos
Em uma coalizão tão ampla , heterogênea e balofa já seria esperado que houvesse defecções..