Estudo da UFAPE avança para uso do leite de jumenta na alimentação humana
Além de beneficiar recém-nascidos, a pesquisa também busca preservar a espécie asinina, cuja população no Brasil caiu 94% entre 1996 e 2025, de 1,37 milhão para cerca de 78 mil animais. O rebanho da UFAPE é mantido com controle sanitário rigoroso, e o estudo testa a liofilização do leite para aumentar sua durabilidade. A equipe ainda desenvolve derivados como queijos, sorvetes e cosméticos, explorando as propriedades antibacterianas do leite de jumenta.
“As jumentas são vacinadas contra as principais enfermidades, monitoradas contra mastite e o leite coletado passa por análises periódicas em laboratórios de São Paulo”, explicou o coordenador do estudo.
A UFAPE iniciou os estudos em 2018, após receber da Polícia Rodoviária Federal (PRF) animais abandonados nas estradas. Desde então, o projeto se expandiu e, em 2024, ganhou apoio de uma startup, que trabalha na viabilização da produção em escala para hospitais públicos e privados.
Redação com informações da TV Asa Branca/Globo Foto: reprodução/UFAPE
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