“Estou sendo atacada na internet’, diz modelo que foi apalpada durante gravação em Boa Viagem

A modelo Meyllin Oliveira, de 20 anos, relatou ter recebido uma onda de comentários de ódio nas redes sociais após sofrer assédio durante uma sessão de fotos na Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Enquanto gravava conteúdo para a internet, a jovem foi surpreendida por um ciclista, que a atingiu com um tapa na bunda.Candidata ao título de Miss Recife 2025, Meyllin registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia da Mulher, localizada no bairro do Rosarinho, Zona Norte da capital pernambucana.
Em entrevista à TV Globo, ela disse que foi julgada porque ficou sem reação no momento em que foi importunada.”Não sei muito o que dizer porque eu estou sendo tão atacada. Eu esperava ser acolhida. Mas, das próprias mulheres, estou recebendo ‘hate’, dizendo que eu estou fazendo isso para poder chamar atenção para ganhar a faixa [de miss], dizendo que pedi isso. Disseram que, por eu não ter reação, foi combinado. Disseram que, por não ter reação, eu gostei”, afirmou.
Meyllin contou que sofreu o assédio na manhã do domingo (14), enquanto estava na ciclovia que fica ao lado do calçadão de Boa Viagem. Ela foi à praia para participar de uma sessão de fotos do concurso de Miss Recife.
A modelou disse a Tv Globo, que “o previsto era chegar por volta das 9h, 9h30, e tirar as fotos do concurso. Foi o que falaram para a gente: ‘depois, se vocês quiserem fazer o conteúdo próprio de vocês, vocês podem ficar’. Sendo que, antes mesmo de falarem isso — as meninas têm um grupo pessoal —, já tinha sido programado que a gente ia gravar esse conteúdo, porque, querendo ou não, traz visibilidade para a gente, traz visibilidade para o concurso”, explicou.
Contou também que ao inciar a gravação, que estava sendo realizada com ajuda de uma colega, sentiu um primeiro ciclista passar que não teria tocado nela.Mas o segundo, teria dado o tapa em seu corpo.”Quando comecei a gravar o vídeo, eu senti o [primeiro] rapaz passando. Tanto é que me assustei, mas pensei: ‘vou continuar aqui na pose, porque vai ser só um rapaz que vai passar e eu vou continuar gravando’. Mas, logo em seguida, senti a tapa na minha bunda […]. Quando senti a mão passando pela minha bunda, fiquei estatelada porque achei que fosse qualquer coisa, menos isso”, contou.
Investigação
O caso foi registrado na Delegacia da Mulher como importunação sexual, crime previsto no Artigo 215-A do Código Penal que consiste em praticar um ato libidinoso, como tocar nas partes íntimas de uma pessoa, sem consentimento. A lei estabelece pena de um a dois anos de reclusão.
“A gente já fez a ouvida dela [da vítima]. A investigação está em andamento. Vamos apurar outros elementos, que são analisar essas imagens e ouvir outras pessoas que estavam lá no momento. E, assim, a gente vai chegar à autoria desse crime”, afirmou a delegada Rhayssa Alencar.
Redação com Portal G1 Foto: reprodução
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