Lula vai indicar pelo menos 10 mulheres ministras diz a senadora Teresa Leitão

 

Durante todo o dia de ontem muito se comentou nas redes sociais do país sobre a ausência de mulheres no anuncio dos primeiros nomes da equipe ministerial de Lula. O próprio presidente chegou a se justificar em entrevista dizendo que ainda não compôs todo o ministério e falou que ele terá também mulheres, negros e indígenas. Pelo andar da carruagem, porém, tudo indica que dos mais de 30 ministérios pelo menos 10 ficarão sob o comando de mulheres, ou seja, 30%, longe dos 50% pretendidos para garantir a paridade de gênero.

– Acho que Lula pensa em torno de 10 mulheres – afirmou a este blog a senadora eleita Teresa Leitão, uma das coordenadoras da equipe de transição na área de educação. Ela própria cita a senadora Simone Tebet, que pode ir para a área social mas o prego não foi batido e a ex-presidente Dilma. Outras fontes petistas falam em Teresa Campelo, do PT, como forte concorrente para a pasta social ( foi ministra do setor na gestão Dilma). Estão ainda no rol das prováveis ministras Marina Silva, Meio-Ambiente e Maria Fernanda Coelho, também petista, para a Habitação. Ela foi presidente da Caixa na gestão Lula. Isolda Cela pode ir para a educação, Rejane Dias para Ministério das Mulheres, Dra Nísia, da Fiocruz, para a Saúde. Na Cultura, o PCdoB deseja indicar Luciana Santos ou Jandira Feghali.

A ida de Marília Arraes para o Turismo, por indicação do Solidariedade, ainda é incerta. Embora goste dela, Lula não estaria satisfeito com o seu comportamento na eleição estadual este ano. Ela é apontada no seu entorno como responsável pela divisão da Frente Popular, por ter deixado setores petistas vaiarem o PSB na presença de Lula em Pernambuco e de ter manifestado desagrado com a presença de Dilma em sua campanha a governadora. Tudo isso estaria pesando neste momento. Mas não está descartada já que o Solidariedade foi o único partido de centro a apoiar Lula no primeiro turno. Além de ser mulher.

Margareth Menezes

A cantora baiana Margareth Menezes foi citada por petistas em grupos de zap ontem como cotada para a Cultura. Ela é muito próxima de Lula e de Janja, sua esposa. Mas, na verdade, outros nomes de mulheres foram citados aleatoriamente numa busca desesperada pela presença feminina no primeiro escalão. A única mulher presente no anuncio dos primeiros nomes foi a presidente do PT, Gleisi Roffmann, mas ela está fora do Ministério.

Só Gleisi teria perfil

Uma explicação dada nos bastidores por petistas para as mulheres não estarem presentes neste primeiro ato foi a de que Lula pretendia dar força à área política, econômica, de segurança e relações internacionais no primeiro anúncio. E neste campo só Gleisi teria perfil para estar na linha de frente mas precisou ficar na presidência nacional do PT para evitar uma luta antecipada pelo cargo no principal partido do Governo. A ela coube apenas a figuração no evento.

Outro homem anunciado

Ontem ainda outro homem foi anunciado, desta feita para o segundo escalão. Por indicação do futuro ministro da justiça, Flávio Dino, o delegado Andrei Rodrigues foi escolhido para a função de diretor-geral da Polícia Federal e confirmado pelo novo presidente. Ele tem experiência com trabalhos na Amazônia, atuou na segurança da Copa de 2014 e das Olimpíadas e foi responsável pela segurança de Lula na campanha eleitoral.

Pergunta que não quer calar: quantas mulheres, afinal, vão ser ministras de Lula?

E-mail: terezinhanunescosta@gmail.com

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