Brasileira Maria de Lourdes Guarda é proclamada venerável pelo papa Leão XIV

A brasileira Maria de Lourdes Guarda foi declarada venerável pela Igreja Católica. O título, concedido a pessoas reconhecidas por suas virtudes heroicas, foi promulgado pelo papa Leão XIV durante cerimônia realizada na sexta-feira (21/11). Ela ficou paralisada aos 21 anos após uma lesão na coluna e fez do leito no hospital um lugar para reuniões de fiéis, até sua morte em 1996. Agora elevada ao status de venerável, sua vida passa a ser oficialmente reconhecida pela Igreja como exemplo de fé, entrega e virtude.
Maria de Lourdes, apóstola das pessoas com deficiência no Brasil
Nascida em 1926 na cidade de Salto, no Estado de São Paulo, de família de origens italianas, Maria de Lourdes Guarda enfrentou desde a juventude uma séria lesão na coluna que, aos 21 anos, a deixou paralisada da cintura para baixo, confinada a um rígido colete de gesso e, mais tarde, imobilizada de forma permanente. Mesmo impedida de ingressar na vida religiosa tradicional, encontrou seu caminho de consagração no Instituto Secular Caritas Christi, no qual professou seus votos em 1970. Ao longo de quase cinco décadas vividas entre hospitais e a própria casa, Maria de Lourdes transformou sua enfermidade em missão apostólica, auxiliada por intensa vida de oração e profunda devoção eucarística.
No contato com as Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, amadureceu uma espiritualidade de oferecimento e consolação. Seu quarto de hospital converteu-se em ponto de referência para encontros, partilhas e orientações espirituais. Mesmo sofrendo com doenças renais e uma grave gangrena que levou à amputação de uma perna, jamais deixou de acolher quem a procurava em busca de conselho, conforto e força na fé. Por dez anos, coordenou nacionalmente a “Fraternidade das Pessoas com Deficiência”, empenhando-se pela inclusão social, pelo reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência e pela formação de agentes pastorais. Faleceu em 5 de maio de 1996, vítima de um câncer na bexiga, com fama de santidade já difundida e fortalecida após sua morte.
Além da brasileira, o papa declarou mártires os sacerdotes italianos padre Ubaldo Marchioni e padre Martino Capelli, mortos em 1944 pelos nazistas. Os dois devem ser proclamados beatos em breve.
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