Alzheimer: A importância da dieta e do estímulo mental no enfrentamento da demência
21 de setembro é o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer
Estima-se que, em todo o território brasileiro, existam cerca de 1,8 milhão de pessoas idosas, com mais de 60 anos, com demência. Os dados são do Governo do Brasil, e o número corresponde a cerca de 8,5 % da população nessa faixa etária. A data de 21 de setembro é alusiva ao Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer e foi criada por meio da Lei nº 11.736/2008. Além disso, foi sancionada em 2024 a Política Nacional de Enfrentamento à Doença de Alzheimer e Outras Demências, Lei nº 14.878.
A doença neurodegenerativa progressiva provoca demência e afeta a cognição do paciente, bem como a memória, a linguagem, a compreensão, dentre outras áreas. Apesar de vários estudos realizados com o objetivo de encontrar um tratamento eficaz que leve à cura da doença, ainda não existe cura para ela. Por esse motivo, alguns meios são necessários para reduzir os impactos, aliviar os sintomas e retardar o avanço do Alzheimer no indivíduo, como por meio da alimentação e de exercícios mentais.
De acordo com Cristénes Melo, nutricionista e professor do Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG), alimentos ricos em vitamina E auxiliam no tratamento. “Uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes, nozes e leguminosas, conhecida como dieta Mediterrânea, tem sido associada a um menor risco de desenvolvimento de demência e Alzheimer. Também são recomendados alimentos ricos em ômega-3, por possuírem propriedades anti-inflamatórias, e alimentos fontes de vitamina E, por ser um potente antioxidante e minimizar o estresse oxidativo”, explica.
Para o psicólogo e também docente do Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG), Aluísio Soares, os quebra-cabeças e jogos de memória são aliados na prevenção. “Tais atividades mantêm as conexões neurais saudáveis, possibilitando uma melhora nos processos cognitivos. Palavras cruzadas, caça-palavras e cruzadinhas, bem como a leitura habitual, são interessantes para promover também a diversão e o passatempo de pessoas que desejam estimular suas memórias e funções cerebrais. Essas são formas de manter o cérebro mais ativo, bem como de desenvolver uma melhora nos processos de neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se adaptar e se reorganizar, sendo fator fundamental para a aprendizagem e melhor desempenho”, destaca.
Além da alimentação e dos exercícios de cognição, é importante que o portador da Doença de Alzheimer e pessoas que tenham qualquer outro tipo de enfermidade que provoque demência mantenham hábitos saudáveis e que incorporem em sua rotina atividades físicas para uma melhor qualidade de vida.
Redação com assessoria Foto: divulgação
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