A uma semana da eleição PSB perde aliados históricos para Marília Arraes

O PSB, que nadou de braçadas nas últimas eleições e agora enfrenta dificuldades para estar na disputa do segundo turno, segue perdendo aliados à medida que se aproxima o dia da eleição. A decisão da família Aglailson, de Vitória de Santo Antão, arraesista histórica, de abandonar este sábado a campanha do candidato a governador Danilo Cabral, foi um golpe duro para o partido.
José Aglaison, o pai, e Aglailson Junior tiveram vários mandatos de deputado estadual e prefeito do município, sempre se elegendo com os votos da Vitória e do seu entorno. Esta segunda recepcionarão Marília com uma carreata e já conseguiram que aliados em vários outros municípios os seguissem. Aglailson disse que “com a morte de Eduardo Campos, o PSB e o Governo perderam o rumo. Não mudamos de lado, continuamos ao lado dos ideais de Arraes. Quem mudou foi o PSB que não mais representa esperança de futuro. A esperança ressurgiu com Marília e estamos com ela”.
É possível que novos apoios se concretizem esta semana mas deputados estaduais da Frente Popular acham que com a leve subida de Danilo nas pesquisas recentes é mais difícil a debandada de prefeitos socialistas que estava prevista quando o candidato permanecia com menos de 10% das intenções de voto. Embora tenha ido a apenas 11% na última pesquisa do IPEC, empatou com mais três postulantes – Raquel, Miguel e Anderson – e ganhou sobrevida para tentar chegar ao segundo turno.
Marília denuncia autor de planilha Dia D
Na ação que deu entrada ontem na Justiça Eleitoral pedindo a cassação da chapa de Danilo Cabral e Luciana Santos em razão do vazamento da planilha “Dia D”, divulgada esta semana, que expõe uma suposta programação para arregimentação de 3 mil pessoas no dia 02 de outubro em favor dos dois candidatos, Marília Arraes cita o suposto autor do documento que, segundo ela, seria Adriano Danzi, da Secretaria de Planejamento, que teria usado o computador da própria instituição para elaborar o documento.
Padre fake?
O debate religioso na eleição deste ano, por conta do posicionamento claro dos evangélicos, levou a religião a dominar a pauta de costumes na campanha, sobretudo através das redes sociais. Este sábado, porém, o padre Kelmon, candidato a presidente pelo PTB, e que se diz membro da Igreja Ortodoxa Siro-Malankar mas não conseguiu provar, causou mal estar no debate entre os presidenciáveis, foi chamado de “fake” nas redes e, confundido com padre católico romano, levou a candidata Simone Tebet a dizer, em rede nacional, que não se confessaria com ele. Não se sabe se essa igreja do padre Kelmon sequer possui templos no Brasil.
Em Bonito, socialista declara voto em Bolsonaro
O ex-prefeito de Bonito, no agreste, Dr Rui Barbosa, do PSB, declarou na noite deste sábado, em meio a centenas de manifestantes, que seu candidato a presidente é Bolsonaro. Embora não esteja no cargo, Dr Rui é considerado o maior eleitor do município pela influência que exerce até na escolha dos candidatos a prefeito. Já se sabia nos bastidores que seu voto pessoal seria de Bolsonaro mas, na hora em que revelou isso, publicamente, o gesto está sendo interpretado no meio político como sintoma dos desarranjos que começam a tomar conta das bases municipais do PSB.
Gilson faz vídeo contra Teresa
O candidato a senador do PL, Gilson Machado, fez um vídeo que está, fartamente, distribuído nas redes sociais, acusando a candidata a senadora Teresa Leitão (PT) de ter se recusado a assinar abertura de CPI na Assembléia para apurar o assassinato da menina Beatriz, de Petrolina, cuja mãe fez uma peregrinação a pé, até o Recife, percorrendo 700 quilômetros, para exigir justiça. No mesmo vídeo ele desmente declaração da candidata a emissora de Petrolina, afirmando que o deputado Manoel Ferreira, pai de Anderson Ferreira, também não assinou. O próprio Manoel diz no vídeo que sua assinatura foi a primeira do requerimento.
Protestos no Irã
O mundo acompanha, estarrecido, o aumento do número de mortos no Irã esta semana após a morte da jovem Mahsa Amini, de 22 anos, pela “polícia da moralidade” que a prendeu sob alegação de que estaria usando o obrigatório véu islâmico “muito frouxo” sobre a cabeça. Após a notícia do assassinato de Amini uma revolta popular, comandada pelas mulheres, já chegou a 46 cidades do país e há mais de 40 pessoas mortas pelas forças de repressão e pelo menos 1.200 manifestantes presos.
Pergunta que não quer calar: quem vai ajudar a eleger o novo senador de Pernambuco? Lula, que apóia Teresa, ou Marilia que defende André?
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