João Campos viverá semana decisiva para aumentar seu cacife político nacional

Apesar de ser o partido do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, o PSB acumulou derrotas em 2026, não elegendo nenhum governador e apenas 15 deputados federais, escapando por pouco da cláusula de barreira. Esta situação teve repercussão sobre a carreira política do ex-prefeito João Campos que perdeu a possibilidade de ser governador, sendo derrotado pela governadora Raquel Lyra, e de, na condição de presidente nacional da legenda, acabar alvo de cobranças pelo mal desempenho do partido a nível nacional.
Com chances de ocupar um ministério no Governo Lula a partir de janeiro, situação vivida pelo seu pai Eduardo Campos no primeiro mandato do atual presidente em 2003, João deseja ampliar seu cacife nacional presidindo não apenas uma legenda mas uma Federação Partidária a partir de janeiro. Para isso convocou a executiva nacional do PSB para uma reunião no próximo dia 12 em Brasília com o objetivo de discutir o assunto já levando em sua agenda uma possibilidade concreta: a de juntar-se a outros partidos como PDT, PRD, Solidariedade e Avante para formar uma bancada de 33 deputados federais e quatro senadores.
Participar das articulações nacionais em nome de 33 deputados e quatro senadores é infinitamente melhor do que representar apenas 15 deputados e três senadores. Além disso, a esta altura do campeonato, com a reeleição do presidente e até a possibilidade de Alckmin ser deslocado para o Ministério da Fazenda, é bastante atrativo para os que se aproximam ser federados com uma legenda que abriga o vice-presidente que pode ser candidato a presidente daqui a 4 anos.
O PSB analisa vários cenários para essa nova composição, incluindo partidos como o PSDB, que já foi de Alckmin, e o MDB, onde poderia filiar o atual prefeito do Recife Victor Marques. A Federação com PDT, PRD, Solidariedade e Avante daria a João Campos, porém, o conforto de transformar-se no líder incontestável do bloco não só a nível nacional como estadual.
Há, porém, dois obstáculos a essa um união partidária: a resistência da senadora Marília Arraes, eleita pelo PDT, disposta a ficar longe dos socialistas por questão de sobrevivência política – ela chegou a ameaçar deixar o PDT se isso acontecer – e o veto do Avante, presidido no estado pelo deputado federal Waldemar Oliveira já escolhido presidente estadual da Federação antes da chegada dos socialistas. “Se o PSB entrar eu saio “- disse ontem a este blog o deputado federal que é aliado da governadora e planejava um caminho diferente que era levar a Federação para a base de Raquel.
Isso não significa que a aliança com o PSB de João Campos não será sacramentada mesmo com a perda do Avante e de Marilia. Uma fonte nacional do PDT informou ontem a este blog que o interesse da legenda é atrair o PSB e acredita que é possível, mediante conversas internas que estão sendo feitas. A ver.
Humberto defende fortalecimento do audiovisual
Em debate sobre a regulamentação das plataformas de streaming no Brasil, como Netflix, Prime Video e Globoplay, o senador Humberto Costa defendeu esta sexta-feira no Porto Digital que os recursos que as plataformas passariam a pagar à Condecine sejam destinados ao Fundo Setorial do Audiovisual para financiar a produção nacional. Ele apresentou em 2023 no Senado uma proposta nesse sentido que se encontra em tramitação. “Pernambuco é um estado conhecido pela qualidade do seu audiovisual, com grandes diretores e filmes eu fizeram grande sucesso e marcam a nossa diversidade cultural. Este setor tem uma força econômica muito importante para o estado gerando quantidade significativa de empregos e movimentação da economia”.
Priscila na Restauração
A vice-governadora Priscila Krause esteve esta sexta fazendo uma vistoria nas obras em execução no Hospital da Restauração. Ela esteve na cozinha, refeitório, quarto andar e UTIs A e B do segundo andar, cuja previsão de entrega é este mês de novembro. Ela destacou que a UTI C vai ser iniciada. Ëm breve serão inaugurados 20 leitos de UTI totalmente requalificados. Toda estrutura do setor de UTI foi renovada incluindo mobiliário, piso, paredes, teto, infraestrutura de tubulação e dutos de ar condicionado. Segundo Priscila “a Restauração está passando por uma mudança tal que não falaria em reconstrução mas em construção tal a abrangência das intervenções”.

Por que a senadora Marília Arraes que se disse contrária à Federação do PDT com o PSB não se pronunciou sobre a reunião do partido que foi favorável ao entendimento?
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