PSD quer presidência da Alepe e Antonio Moraes e Joãozinho Tenório se colocam como pré-candidatos

Na reunião realizada pelo secretário da casa civil, Túlio Vilaça, com a base governista esta terça-feira no Palácio do Campo das Princesas os deputados do PSD fecharam com a proposta de um dos membros do partido ser indicado como candidato a presidente da casa. Diante disso, os deputados Antonio Moraes e Joãozinho Tenório apresentaram de pronto os seus nomes como pretendentes ao cargo e Túlio acrescentou que outros dois deputados, Débora Almeida e Aglaison Victor, que não puderam comparecer porque estão viajando, também já demonstraram interesse na presidência.
Um dos deputados presentes informou a este blog que o deputado Antonio Moraes acrescentou, após manifestar interesse pela presidência, que queria deixar claro que aceitará a decisão que a governadora Raquel Lyra venha a tomar sobre o assunto. Túlio mais uma vez pediu à bancada unidade e afirmou que nas conversas com o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual da Federação União Progressista, com o presidente do Podemos, Marcelo Gouveia e com os demais partidos com representação na Alepe que marcharam com a governadora, foi acordada a tese da unidade em torno do projeto de composição da mesa.
Com a decisão do PSD de ocupar a presidência, a Federação União Progressista e o Podemos devem ser atendidos nos demais cargos da mesa sendo o principal deles a primeira-secretaria tida como “a prefeitura da Alepe” pois administra a casa e o orçamento. Nas conversas já tidas com o Palácio, a Federação, que tem oito deputados (sete do PP e 1 do União Brasil) manifestou interesse na 1ª secretaria apresentando os nomes dos deputados Franz Hacker e Kaio Maniçoba. Já o Podemos, que elegeu seis deputados, reivindicou a presidência para o deputado estadual Gustavo Gouveia.
Ao decidir pela presidência da Alepe, a bancada do PSD alegou que o partido elegeu nove deputados e é o mesmo da governadora reeleita no dia 4 de outubro, o que justificaria a preferência pelo cargo de representação maior do Poder Legislativo.
Base governista pode crescer
Embora a base do Governo na Alepe seja constituída pelo PSD, Federação União Progressista, Podemos, Avante e Partido Novo, o Palácio conta com apoio em outras legendas importantes como a Federação Brasil da Esperança composta pelo PT, PV e PC do B onde quatro dos nove deputados eleitos apoiaram a governadora Raquel Lyra como João Paulo do PT, Lara Santana, João de Nadegi e Joaquim Lira do PV. Também dos deputados eleitos pelo PL devem continuar apoiando a governadora André Ferreira e Abimael Santos. O deputado Alberto Feitosa quer continuar independente. Fora esses, deputados de legendas de oposição têm mostrado interesse em se incorporar à base do Governo e estão em busca de negociação.
Dani cobra de Raquel
A deputada estadual Dani Portela, do PT, a mais votada para a Alepe na eleição do dia 4 de outubro, fez pronunciamento na tribuna da casa esta terça-feira parabenizando a governadora Raquel Lyra pela vitória mas cobrando da mesma “responsabilidade neste momento histórico de luta pela democracia no país” e apoio neste segundo turno ao presidente Lula. Dani, assim como outros petistas, defendeu que Raquel “saia do muro” e se junte ao presidente candidato à reeleição, citando os investimentos feitos por ele no estado nos últimos quatro anos. Se Flávio Bolsonaro vencer a eleição, segundo ela, Pernambuco vai ter dificuldade de manter o atual estágio de investimentos federais pois seu pai o ex-presidente Jair Bolsonaro fez muito pouco pelo Nordeste em sua passagem pela presidência.

Raquel vai conseguir ajudar a montar sem ruídos a nova mesa diretora da Alepe?
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