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João Campos promete ‘pacto antifacção’ e rastreamento de dinheiro do crime em Pernambuco

Candidato do PSB disse que PCC e Comando Vermelho atuam no Estado e propôs integrar polícias, Fazenda, MP e Judiciário no combate às facções

Por Pedro Beija do JC
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) prometeu, nesta quarta-feira (9), criar um “pacto antifacção” para combater o avanço do crime organizado no Estado. A proposta prevê a integração das forças de segurança com o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Secretaria da Fazenda, que atuaria no rastreamento do dinheiro das organizações criminosas.Durante sabatina da TV Tribuna, o ex-prefeito do Recife afirmou que facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) já atuam em Pernambuco e acusou o atual governo de negar a presença desses grupos.

“Facções como Comando Vermelho, PCC estão entrando em Pernambuco. O atual governo nega, diz que não tem facções em Pernambuco. Isso é mentira. Tem”, afirmou.Segundo João, o pacto também incluiria o fortalecimento das polícias Civil e Militar e uma maior presença das forças de segurança em áreas consideradas mais vulneráveis. O candidato defendeu ainda que o enfrentamento às facções seja liderado diretamente pelo governador.

Guardas municipais e violência contra a mulher

João também prometeu ampliar a participação dos municípios na política estadual de segurança pública. Ele afirmou que, se eleito, pretende oferecer apoio financeiro para treinamento, qualificação e armamento das guardas municipais, principalmente em cidades de médio e grande porte.

O candidato citou como exemplo o processo de armamento da Guarda Civil Municipal do Recife, iniciado durante sua gestão, e disse que pretende dialogar com os prefeitos sobre a participação das corporações municipais no combate à violência.

Na área de proteção às mulheres, João prometeu duplicar o número de delegacias especializadas, ampliar o funcionamento das unidades durante 24 horas e disponibilizar mais de 20 mil tornozeleiras eletrônicas para o monitoramento de agressores submetidos a decisões judiciais.

Metrô do Recife

Questionado sobre a proposta do Governo de Pernambuco assumir a operação do Metrô do Recife e posteriormente conceder o serviço à iniciativa privada, João afirmou que o modelo pode ser adotado, mas defendeu que qualquer acordo inclua a expansão da malha metroferroviária.“O modelo do Estado poder assumir em parceria com o governo federal é um modelo que é preciso ser feito, que tem coisas positivas, mas a gente não pode aceitar sem expansão da malha”, disse.

O pessebista citou como possibilidade a implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre Afogados e o Centro do Recife e afirmou que a recuperação da estrutura existente deve ser acompanhada da construção de novos trechos.

Saúde e educação

Na saúde, João voltou a defender a construção de quatro hospitais caso seja eleito: o Hospital Geral Metropolitano, na Região Metropolitana do Recife; o Hospital da Criança do Agreste, em Caruaru; e duas unidades no Sertão, em Petrolina e Araripina.

O candidato afirmou que o Hospital Geral Metropolitano teria 900 leitos e cerca de 5 mil profissionais. Ele também rejeitou a avaliação de que a execução das propostas dependeria de uma eventual vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, argumentando que parte dos investimentos poderia ser custeada com recursos próprios do Estado e aumento da arrecadação.

Na educação, João prometeu ampliar a rede de ensino integral, dobrar o número de escolas técnicas e criar versões estaduais do programa Pé-de-Meia voltadas a estudantes do ensino técnico e jovens interessados em empreender após a formação.

O candidato também comparou os resultados da Prefeitura do Recife na abertura de vagas em creches com as entregas do Governo do Estado e voltou a criticar a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD).

Ataques digitais

Durante a sabatina, João foi questionado ainda sobre as denúncias envolvendo uma suposta rede de ataques digitais contra sua candidatura e sobre ações apresentadas pelo PSD contra páginas identificadas como apoiadoras do socialista.

Ele voltou a afirmar que existe diferença entre críticas feitas por apoiadores durante uma campanha eleitoral e uma estrutura organizada para promover ataques. João citou o caso do ex-servidor estadual Amisadai Andrade e disse que integrantes do Governo do Estado ainda precisam apresentar explicações sobre o episódio.

O candidato afirmou que seguirá recorrendo à Justiça quando considerar que houver acusações falsas contra ele, mas disse que pretende concentrar a campanha na apresentação de propostas para áreas como saúde, educação, infraestrutura e segurança pública.

Redação com texto de Pedro Bei8ja do JC Foto-Tiago Calmon/Divulgação

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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