El Niño deve intensificar calor e diminuir chuvas em Pernambuco, prevê Apac
-A agência revela que o trimestre de agosto a outubro de 2026 , com influência do El Niño em intensificação, o Estado deve registrar calor mais intenso e redução das chuvas_
A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulga, nesta terça-feira (28), a previsão climática para o trimestre de agosto, setembro e outubro de 2026, indicando um cenário de chuvas abaixo da média no Leste do Estado e temperaturas acima da climatologia em todo o território pernambucano.
O informe foi elaborado com base no consenso da reunião de análise e previsão climática para o nordeste do Brasil, realizada no dia 27 de julho, com a participação da Apac, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Sergipe (SEMAC/SE), dos Centros Estaduais de Meteorologia da região, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).
De acordo com a análise, o setor Leste de Pernambuco, que abrange o Agreste, a Zona da Mata e a Região Metropolitana do Recife, deve apresentar acumulados de chuva abaixo do padrão climatológico. Apesar disso, no mês de agosto, podem ocorrer pancadas de chuva isoladas, de intensidade moderada a forte, concentradas em poucos dias, principalmente no litoral do Estado. Já em outubro, o informe prevê precipitações de até 50 milímetros em todas as regiões.
No cenário climático global, o fenômeno El Niño, de intensidade moderada, encontra-se estabelecido no Pacífico Equatorial e deve se intensificar nas próximas semanas, podendo evoluir para um evento forte e, posteriormente, muito forte a partir de outubro, conforme indicam os modelos climáticos. No Atlântico Tropical, a maioria dos modelos aponta condições de neutralidade do fenômeno Dipolo do Atlântico (principal sistema responsável pelas chuvas no Norte e parte do Nordeste do Brasil) com o Atlântico Norte mais aquecido que o Atlântico Sul.
*PRECIPITAÇÃO ACUMULADA EM 2026*
Dados observados ao longo de 2026 mostram que a precipitação acumulada entre 1º de janeiro e 30 de junho apresentou grande variabilidade temporal e espacial. Os maiores volumes foram registrados na Mata Norte e na Região Metropolitana do Recife, enquanto os menores acumulados ocorreram no Sertão do Estado. Em média, os totais permaneceram dentro do padrão esperado para a maior parte de Pernambuco, com destaque para os meses de fevereiro, abril e maio, que concentraram os maiores volumes de chuva.
A Apac ressalta a importância do monitoramento contínuo das condições climáticas, especialmente diante da tendência de temperaturas mais elevadas e da irregularidade das chuvas ao longo do trimestre, fatores que podem impactar diferentes setores no Estado.
Redação com assessoria Foto: arquivo
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