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Após festas juninas, política vai pegar fogo com ultimas definições sobre chapas majoritárias

PL discute se lança candidato competitivo ao Senado ou candidato a governador. Federação União-PP define nome que estará na chapa da governadora

Por TEREZINHA NUNES do BlogDellas Especial para o JC

A politica de Pernambuco, que girou nos últimos meses em torno da consolidação das candidaturas a governador do ex-prefeito do Recife, João Campos, e da reeleição da governadora Raquel Lyra viverá os minutos finais sobre a formação das chapas majoritárias após a Festa de São João.

Coincidentemente, o PL, de Flávio Bolsonaro, marcou reunião para o dia 25, próxima quinta-feira, para discutir se lança candidato competitivo ao Senado ou um candidato a governador, como ficou acertado em encontro entre o próprio Flávio e o presidente estadual da legenda Anderson Ferreira. E a Federação União Progressista reunirá sua executiva estadual no dia 28 para definir o nome que a representará na chapa da governadora: o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, do União Brasil, ou o deputado federal Eduardo da Fonte, do PP.

As coisas podem não terminar tão pacificamente como parecem desejar seus componentes, embora tenham diante de si um quadro diversificado e complicado tanto no PL quanto na Federação. À medida que o prazo final se aproxima, tudo que estava encoberto ou mantido em off, como os políticos aprenderam a trabalhar em tempo de redes sociais, onde quase nada pode ser mantido em segredo, começa a aflorar de uma só vez.

Disputa de Eduardo e Miguel ganha as ruas

Na Federação, a disputa intestina entre Miguel e Eduardo da Fonte pela vaga do Senado, que estava restrita a amuos de bastidores, ganhou as ruas. Esta quinta-feira, enquanto Miguel reunia seu grupo político em Petrolina em festa junina onde recebeu lideranças políticas sertanejas e recepcionou a governadora Raquel Lyra, que estava na região fazendo inaugurações, Eduardo da Fonte demonstrava, pela primeira vez, a decisão de concorrer ao cargo – muita gente ainda achava que ele não estava disposto. Reuniu em Aliança, na Mata Norte, prefeitos, vereadores e outras lideranças dando o pontapé inicial de um plano que estava restrito aos bastidores.

Já no PL, o partido oficial da direita bolsonarista, o clima tem tudo para esquentar. Esta sexta-feira veio à tona a luta intestina entre o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que deixou o partido para se filiar ao Podemos quando não contou com a boa vontade de Anderson para disputar o Senado, como pretendia.

Gilson diz que “candidato olímpico só interessa ao PSB e ao PT”
A este blog, Gilson disse que apoiaria uma candidatura a governador do PL para dar palanque a Flávio Bolsonaro, mas afirmou que o partido “é hoje apenas uma parte da direita pernambucana e não tem credenciais para resolver sozinho essa questão”. –“Saíram do PL não só eu e Gilson Filho, o 2º candidato a vereador mais votado no Recife – adianta – mas outras nomes como a deputada federal Clarissa Tércio, a segunda mais votada dos deputados federais eleitos em 2022, e o deputado estadual Junior Tércio, o mais votado para estadual. Também deixaram o PL o pastor Eurico, que está no PSDB e os deputados estaduais Renato Antunes e Joel da Harpa”.

Além disso, Gilson acha que “um candidato olímpico a governador, como se está falando em colocar, só vai prejudicar Flávio”. E conclui: “esse candidato só vai servir para ajudar o PSB e o PT, e é preciso saber quem está apostando nisso na direita pernambucana.”

Se for ouvido, ele pretende defender um nome forte para o Senado, e não um candidato a governador “que vai reunir uns 30 gatos pingados e fazer Flávio passar vergonha”. E cravou “com os nomes que estão sendo cogitados para governador, a direita vai de Raquel”.

Federação – números são favoráveis ao PP

Na Federação, se for considerada apenas a frieza dos números, Eduardo da Fonte será o escolhido. Ele tem na executiva estadual cinco membros, enquanto Miguel Coelhos só tem dois. Se a questão for para a nacional, como prevê o estatuto, a decisão da executiva estadual só poderá ser derrubada, também conforme o estatuto, se o presidente Antonio Rueda (União Brasil) e o vice Ciro Nogueira (PP) concordarem. Mesmo que Rueda pretenda apoiar Miguel, teria que convencer Ciro, o que é muito difícil.

Uma fonte nacional da legenda disse esta semana que “se tudo que um estado não resolver for trazer para a Nacional, é impossível chegar a um entendimento antes das convenções, então a tendência é deixar que as lideranças estaduais se entendam e se resolvam em seu próprio território”.

Acreditando nisso, Eduardo da Fonte já contratou até marqueteiro, como afirmou esta sexta no Passado da Limpo, da Rádio Jornal, o jornalista Igor Maciel. Não à toa que ele quase não aparecia nas redes sociais e começa a ser “vendido” com insistência como “o senador da saúde”. Eduardo cita mais um fato a seu favor: “conto com 10 deputados estaduais, três federais e cerca de 40 prefeitos.” Miguel Coelho está longe de chegar a esse patamar. Conta no União Brasil com um deputado federal e um estadual, Fernando Filho e Antonio Coelho.

Raquel no meio de tudo isso

Tanto a decisão do PL quanto a da Federação União Progressista interessam ao entorno da governadora Raquel Lyra. Se o PL escolher ter candidato a governador mesmo olímpico, como fala Gilson, pode, junto com o candidato a governador pelo PSOL, jornalista Ivan Moraes, provocar no segundo turno, o que não é interessante para quem está na frente das pesquisas com chance de vencer no primeiro turno. No que se refere ao imbróglio estabelecido dentro da Federação, assessores da governadora defendem que ela se mantenha distante da disputa, como pretende fazer a própria direção nacional do colegiado.

Nos bastidores políticos, se cogita a possibilidade dela indicar os dois, Miguel e Eduardo, para as duas vagas do Senado, mas uma fonte palaciana informou a este blog que essa possibilidade não existe. Está certo que Priscila Krause continuará vice e Túlio Gadelha como candidato ao Senado, pois representa os votos que Raquel terá casados com o presidente Lula. O segundo nome pode, seja qual for o escolhido, se beneficiar dos votos da direita. A equação está lançada. Se o caldo entornar por completo, o nome que a governadora tem para completar a chapa, segundo apurou este blog, é o senador Fernando Dueire, apoiado hoje por mais de 100 prefeitos.

Redação com texto de Terezinha Nunes compartilhado do JC em 21 /06/2026 Foto: reprodução

e-mail:redacao@blogdellas.com.br

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