Câncer de pele: junho é mês de alerta para o melanoma

A campanha Junho Preto chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, o Brasil deverá registrar cerca de 9.360 novos casos da doença por ano.Embora represente aproximadamente 4% dos cânceres de pele, o melanoma possui alto potencial de metástase, tornando fundamental a identificação precoce de sinais suspeitos. Já o câncer de pele não melanoma continua sendo o mais frequente no país, com cerca de 263 mil novos casos anuais, mas apresenta altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente.Segundo o oncologista Rodrigo Arruda, do Hospital Santa Joana Recife, pessoas que acumulam grande exposição solar ao longo da vida estão entre as mais vulneráveis à doença. Trabalhadores que atuam ao ar livre, além de indivíduos de pele e olhos claros, idosos, pessoas com histórico de queimaduras solares frequentes e pacientes com imunidade reduzida integram os principais grupos de risco.A orientação dos especialistas é manter a proteção solar diária e procurar avaliação médica ao perceber alterações em pintas ou manchas na pele, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido. “Feridas que não cicatrizam após algumas semanas, manchas ou caroços que crescem progressivamente, lesões que sangram com facilidade, formam crostas repetidamente ou apresentam mudança de cor, tamanho ou aparência são sinais que merecem atenção”, alerta o oncologista Rodrigo Arruda.


Estudo aponta avanço de mulheres e negros em cargos de liderança no serviço público



Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a Fundação Lemann e o Movimento Pessoas à Frente, mostra que mulheres e pessoas negras ampliaram sua participação nos cargos de direção do serviço público federal entre 1999 e 2025.Segundo o estudo, as mulheres ocupavam cerca de 25% das posições de liderança no início do período analisado e, atualmente, já se aproximam de 40%. Entre as pessoas negras, a participação passou de 17%, sendo 3% de pessoas pretas e 14% de pardas.A pesquisa indica que o crescimento da representatividade ocorreu principalmente a partir de 2022. Os dados também apontam que a contratação de profissionais de fora da carreira pública tem contribuído para aumentar a diversidade nos cargos de chefia, com maior presença de mulheres e pessoas negras entre os recrutados externamente.Apesar dos avanços, a maior diversidade ainda está concentrada em ministérios ligados a pautas temáticas, como os das Mulheres e da Igualdade Racial. Para Eduardo Couto, líder de conhecimento do Movimento Pessoas à Frente, os números ainda não refletem toda a pluralidade da sociedade brasileira, mas representam um progresso importante na ocupação de espaços de liderança.


Semana do Migrante terá programação especial no Recife com exposição e debates



O Recife recebe, no dia 20 de junho, uma programação voltada à valorização das comunidades migrantes e refugiadas que vivem em Pernambuco. Das 10h às 16h, o Instituto Robinson Cavalcanti (IRC), em Boa Viagem, realiza uma ação em parceria com o Núcleo Migrante Internacional do Recife, integrando a Semana do Migrante 2026.A campanha nacional, promovida pelo Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), tem como tema “Migração e Moradia” e o lema “Eu não tenho onde morar”. A iniciativa ocorre em meio a datas importantes do calendário migratório, como o Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho.Um dos destaques da programação será a exposição “Entre Malas e Memórias”, que reunirá relatos, fotografias, objetos e experiências de pessoas migrantes acolhidas em Pernambuco. A mostra abordará histórias de migrantes vindos da Venezuela, Cuba, Colômbia, Peru e países africanos, destacando questões relacionadas à moradia, ao pertencimento e aos desafios da integração.De acordo com dados do IBGE, Pernambuco possui atualmente 9.611 residentes nascidos fora do Brasil. O evento busca ampliar o debate sobre a realidade migratória no estado e dar visibilidade às contribuições dessas populações para a sociedade pernambucana.


Quintal do Bita estreia contação de histórias aos sábados no RioMar Recife



A partir do dia 20 de junho, o Quintal do Bita, no RioMar Recife, passa a contar com uma programação permanente de contação de histórias. As atividades acontecerão todos os sábados, às 10h, com participação incluída no ingresso regular do espaço infantil.A estreia será comandada pela contadora de histórias Nati Melo e terá como destaque o livro Capivara Chuchu – Larga o Jogo e Vem Brincar, que aborda a importância do equilíbrio entre o uso da tecnologia e as brincadeiras ao ar livre.Por acontecer durante o período junino, o primeiro encontro também trará histórias inspiradas nas tradições de São João, valorizando a cultura popular nordestina. Como ação especial de junho, crianças que participarem da atividade vestidas com trajes juninos poderão adquirir, por R$ 10, uma fotografia transformada em desenho para colorir, como lembrança da experiência.O Quintal do Bita está localizado no Piso L2 do RioMar Recife, com ingressos a partir de R$ 55, variando de acordo com o tempo de permanência.


Cambinda Estrela realiza 20º Acorda Povo em homenagem a Xangô e São João



O Centro Cultural Cambinda Estrela promove, nesta segunda-feira (22), a 20ª edição do Acorda Povo, tradicional cortejo que homenageia o orixá Xangô e São João. A programação tem início às 18h, com concentração para saída do cortejo às 23h, no bairro de Chão de Estrelas, no Recife. Realizado de forma independente e gratuita, o evento percorrerá ruas dos bairros de Chão de Estrelas e Cajueiro, no Recife, além de Peixinhos, em Olinda, ao som de muito coco de roda.A celebração une tradições católicas e afroindígenas pernambucanas, reforçando o respeito à diversidade religiosa e cultural. “O Acorda Povo é sempre uma oportunidade de compartilhar o respeito entre os povos. A iniciativa tem o propósito de reavivar as tradições e combater a intolerância religiosa e o racismo religioso”, destaca a presidente do Centro Cultural Cambinda Estrela, Wanessa Paula Santos.

Redação com assessorias e veículos Foto: arquivo

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