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Requalificação da Praça do Arsenal no Recife vence prêmio nacional de urbanismo

Projeto de revitalização do icônico espaço no bairro do Recife foi vencedor na categoria Urbanismo, Arquitetura da Paisagem, Planejamento e Cidades, pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)

O projeto de requalificação da Praça do Arsenal, desenvolvido pela Prefeitura do Recife, por meio da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), foi anunciado como um dos vencedores da etapa nacional da Premiação do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), durante o 1º Seminário Arquitetura, Cidade e Política, realizado em Porto Alegre (RS). A praça foi reinaugurada em outubro de 2025 pela gestão municipal, em parceria com a iniciativa privada. Após vencer a etapa estadual, em dezembro do ano passado, o projeto passou a concorrer com iniciativas de todo o País. A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em agosto, durante o 22º Congresso Brasileiro de Arquitetos, na cidade de Fortaleza (CE).

A Premiação do IAB é uma das mais tradicionais do país e contempla também as categorias Edificações, Arquitetura de Interiores, Cultura Arquitetônica e Práticas Pedagógicas. Em 2023, a Praça Desenhista Eulino Santos, no bairro do Arruda, também foi reconhecida na etapa estadual da premiação.

O projeto de requalificação da Praça do Arsenal resgata o traçado original concebido pelo paisagista Roberto Burle Marx, em 1934. À época, o espaço era marcado por uma malha quadrangular de concreto intercalada com faixas de grama, um canteiro circular central com vegetação adaptada à salinidade e arborização com oitizeiros e castanholas nas bordas.

Ao longo dos anos, especialmente na década de 1970, a praça passou por intervenções que descaracterizaram o desenho original. A reforma atual buscou recuperar esse valor histórico e paisagístico, incorporando adaptações contemporâneas. Entre elas, estão a substituição da grama por granilite para garantir acessibilidade, a manutenção das palmeiras existentes com criação de taludes gramados, a ampliação do canteiro central e a preservação das árvores remanescentes, com novos espaços de convivência. Os antigos bancos circulares deram lugar a novos equipamentos em concreto branco, com tratamento térmico e hidrorepelente.

“O projeto de Burle Marx, que já havia rompido com o pensamento paisagístico europeu ao propor um desenho moderno e funcional, mantém sua essência ao adaptar-se à nova dinâmica do Bairro do Recife, hoje menos comercial do que no início do século XX, mas ainda um dos principais polos culturais da cidade”, explicou Celso Vinícius Sales, arquiteto e superintendente de Paisagismo da Emlurb.

Redação com assessoria Foto: Ivison Gambarra/PCR

e-mail: redacao@boogdellas.combr

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