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Boulos diz que decisão sobre palanque de Lula em Pernambuco caberá ao presidente

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência defende ampliação de alianças e evita aprofundar divergências entre Raquel e João, em nome da reeleição

Por Rodrigo Fernandes do JC

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que caberá ao presidente Lula decidir como se dará a composição de palanques em Pernambuco nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta terça-feira (14), em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

Nos bastidores, há expectativa diante da possibilidade de o presidente contar com dois palanques no estado: um ligado ao ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que se coloca como o candidato de Lula em Pernambuco, e outro à governadora Raquel Lyra (PSD), que não dispensa apoio ao presidente.

Segundo o ministro, o presidente não deverá rejeitar apoios, independentemente de sua origem.

“A decisão é do presidente Lula, de como ele vai lidar. Isso vale para Pernambuco e para qualquer outro estado. O presidente não vai negar apoio, em hipótese nenhuma, e vai ser grato e reconhecer qualquer apoio que receba. Se a governadora Raquel Lyra se colocar em apoio ao presidente Lula, à reeleição e a esse projeto, é natural que o presidente reconheça esses apoios, seja dela ou de qualquer outro governador do Brasil. A definição passa também pelo coordenador da campanha, o nosso companheiro Edinho Silva”.

Críticas a João Campos

Questionado sobre críticas feitas anteriormente a João Campos, Boulos afirmou que o momento atual exige unidade política entre aliados do presidente.

No passado, Boulos questionou a coerência do ex-prefeito do Recife por ter feito campanha em 2020 criticando o PT e, posteriormente, ter firmado aliança com o Partido dos Trabalhadores.

“Eu rebati uma crítica que o João Campos havia feito. Foi isso que aconteceu naquele momento. Agora, eu não acho que estamos em um momento para semear diferenças entre quem está no campo da reeleição do presidente Lula. É lógico que tenho diferenças com João Campos, como tenho com Raquel Lyra e com várias outras pessoas, inclusive companheiros de governo. O presidente Lula fez um governo de coalizão”, declarou o ministro.

Ele citou como exemplo a construção de alianças amplas como estratégia para a eleição de 2022, mencionando a composição com o vice-presidente Geraldo Alckmin.

“O presidente Lula tem diferenças com Alckmin, que são públicas, mas compôs uma chapa para derrotar o fascismo no país, derrotar um governo de destruição nacional, que foi o do Jair Bolsonaro. Estamos em um momento de unir forças e montar a frente mais ampla possível para reeleger o presidente Lula e impedir que um miliciano como Flávio Bolsonaro sente no Palácio do Planalto. As minhas críticas são públicas, mas não é o momento de remoê-las em uma situação em que precisamos de unidade”, completou.

Redação com texto de Rodrigo Fernandes do JC compartilhado em 14/04/2026 Foto: reprodução JC

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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