Com cinco deputados governistas e três oposicionistas Federação PT/PV/PCdoB ainda não definiu posição na Alepe

A Federação do PT/PV/PCdoB, que tem oito deputados estaduais e está no blocão do Governo na Assembleia, ainda não definiu o novo posicionamento após o fim da janela partidária e a aproximação da eleição deste ano mas se não continuar no blocão é possível que ela se declare independente, como fizeram o PP e o PL. Este blog conversou com deputados integrantes do colegiado que apoiam o Governo e formam a maioria e também com o presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras. Veras explicou que a posição ainda não está definida: “estamos conversando”- adiantou.
Os cinco deputados governistas – três do PT e dois do PV – defendem que haja uma liberação da bancada para tomar o posicionamento político que desejar, mas os oposicionistas Dani Portela (PT) e Gilmar Junior (PV) querem permanecer oposicionistas e defendem que a Federação faça o mesmo. Se houver a liberação, a situação continuará a mesma de hoje, onde a Federação abriga deputados de situação e oposição, sem dificuldade.
Se a independência for o caminho escolhido, o blocão governista contará somente com o PSD e o Podemos, o que significa 14 deputados, mesmo número que o PSB tinha após a eleição de 2022 (no momento o PSB conta com apenas oito deputados). De qualquer maneira, o blocão ainda terá a maior bancada. A segunda é a da Federação União Progressista com 11 parlamentares. Do ponto de vista das comissões, o PSD e o Podemos serão considerados um só e com isso ganham a possibilidade de conquistar alguns assentos importantes. Além disso, como este blog já informou, hoje o União Brasil, que virou Governo, tem três cadeiras cativas nas comissões de Justiça, Finanças e Administração com os deputados Antonio Coelho (presidente de Finanças e vice de Administração) e Edson Vieira, vice da comissão de Justiça.
João Campos no sertão
Pré- candidato a governador, o prefeito João Campos enfrentou alguns contratempos em viagem ao interior que completará uma semana. Seu primeiro vídeo reclamando de uma estrada no Araripe que se encontra esburacada foi duramente criticado na Internet onde vereadores do Recife filmaram as ruas da capital alagadas e fizeram um contraponto com os buracos mostrados pelo ex-prefeito. Também não pegou bem a presença dele na Concatedral de Serra Talhada quando uma fiel o saudou como “futuro governador” e o bispo de Afogados da Ingazeira, Dom Limacedo, repreendeu o gesto afirmando que Igreja não é lugar de manifestações políticas.
Raquel no sertão
A ida da governadora Raquel Lyra ao interior – começando pelo São Francisco – também não passou em brancas nuvens, pelo menos na Assembleia. Deputados governistas reclamaram nos corredores da casa da assistência da Casa Civil afirmando que com a ausência do secretário Túlio Villaça ficaram sem conseguir resolver pendências em suas bases numa semana que consideraram crucial pois, com o fim da janela partidária, os políticos interioranos demandaram mais do que o previsto seus gabinetes cobrando por promessas feitas e ainda não atendidas.

Em que vai dar a “independência administrativa” do PP na Assembleia batizada assim pelo líder do partido, deputado Henrique Filho?
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