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Anderson Ferreira aposta na força do PL para disputar Senado: ‘não preciso ser ungido por Raquel

 

Por Rodrigo Fernandes do JC

O presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado Anderson Ferreira (PL) afirmou que não depende da governadora Raquel Lyra para concorrer ao cargo em 2026, e que seu partido tem peso político suficiente para disputar a eleição de forma independente. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta terça-feira (7).

Questionado se haveria espaço para o Partido Liberal na chapa da governadora e se teria buscado contato com ela, Anderson afirmou que ceder uma vaga ao partido seria um sinal político claro da importância da direita no projeto de reeleição de Raquel.

A declaração ocorre num cenário em que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), já montou uma chapa de perfil lulista para outubro, enquanto a oposição tenta posicionar Raquel Lyra à direita. Pelo lado da governadora, Túlio Gadelha (PSD) e Miguel Coelho (União Brasil) se colocaram como pré-candidatos ao Senado, mas Raquel não confirmou nenhum dos nomes.

“Quando é abordada numa entrevista, ela dá uma outra resposta e sai por ali. E fica aquele desespero, aquela ansiedade. O meu caso é diferente. Eu não preciso ser ungido pela Raquel para ser candidato ao Senado. Tenho um partido, tenho tempo de televisão, tenho um exército, uma tropa orgânica, disposição e voto para levar essa bandeira da direita e representar a candidatura de Flávio Bolsonaro aqui em Pernambuco. E não vou abrir mão disso”, disse Anderson.

Questionado sobre o que diria a um eleitor em dúvida sobre em quem votar para governador, Anderson afirmou não ter dificuldade em dar a orientação: “Vote de acordo com a sua consciência, em quem mais representa seus ideais. E se estiver em dúvida, é fácil: só volta lá em 22 e vota na legenda do partido. Você vai ajudar deputados estaduais e federais a serem eleitos com o mesmo sentimento que o seu”.

Anderson também defendeu que o PL e a direita têm sido historicamente decisivos nas eleições pernambucanas e que esse peso só tende a crescer em 2026.

“O PL sabe o tamanho que tem, e a direita também sabe o tamanho que tem em Pernambuco. Na eleição passada praticamente 100% dos meus eleitores que votaram em mim no primeiro turno votaram em Raquel no segundo turno, porque não queriam votar em Marília. Ficou muito claro para a população. A direita sempre foi fator determinante para trazer uma vitória para um candidato. Não vai ser diferente nessa eleição. Ao contrário, vai ser ainda mais forte. Nós sabemos o tamanho político que temos”, acrescentou.

‘Tá todo mundo flertando com Lula’

Questionado sobre quem indicaria como segundo nome de sua chapa ao Senado, Anderson explicou que sua candidatura será avulsa, sem composição formal de chapa, e aproveitou para criticar os demais postulantes ao cargo. Além dele, de Túlio, Miguel e Eduardo da Fonte, também confirmaram pré-candidaturas Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT) e Jô Cavalcanti (PSOL).

“O eleitor vai ter a opção de votar em um deputado e em um senador de direita. Pelo que está se desenhando, ninguém está nesse campo da direita em Pernambuco. Todo mundo está flertando aí, declarando amor a Lula. Uma coisa romântica”, avaliou.

Ao ser questionado sobre Miguel Coelho (União Brasil), que se posiciona à direita do espectro político, Anderson apontou contradições na trajetória do ex-prefeito de Petrolina.

“O pai dele foi ministro do governo Dilma, mas foi líder de Bolsonaro. Que coisa confusa. […] Num dia a gente via uma chapa se desenhando, todo mundo querendo ser o senador da Raquel. No outro, depois de decidir, ser o senador de João. Quando eu olho para esse tabuleiro do Senado, digo: não é falta de coerência? Hoje estão em partidos distintos e brigando entre eles. E eu sempre estive no mesmo lugar, no mesmo partido e no mesmo campo, no campo da direita. Foi assim a minha história, tem sido assim e vai continuar sendo”, declarou.

Flávio Bolsonaro em Pernambuco

Anderson Ferreira afirmou ter certeza de que Flávio Bolsonaro (PL) vai superar o desempenho do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na disputa presidencial de 2026 em Pernambuco.

Questionado sobre uma projeção para Flávio, Anderson foi categórico. “Passa de 40%. E se brincar, a gente chega aos 50. Hoje a população está metade dividida e Lula está em queda livre”, finalizou.

Redação e Foto: JC

E-mail: redacao@blogdellas.com.br

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