Cada um por si – Por Júlio Lóssio

A eleição para o Senado sempre esteve atrelada à eleição para governador. Sempre foi muito comum o voto casado e, como consequência, a eleição dos senadores — ou do senador, no caso de apenas uma vaga — junto com a eleição do candidato a governador mais votado no primeiro turno.
Em Pernambuco, 2026 parece apresentar um cenário novo: a polarização entre Raquel Lyra e João Campos, associada a um grande número de pré-candidatos que pleiteiam as duas vagas ao Senado, tem produzido um quadro até aqui diferente.
Como os candidatos a governo ainda não definiram seus companheiros de palanque — e em política não existe espaço vazio —, prefeitos, vereadores, lideranças e até eleitores já começam a definir e declarar suas preferências por esse ou aquele candidato, independentemente de sua aliança ou preferência por Raquel ou João Campos. Ao que tudo indica, teremos uma verdadeira salada de legendas, com um mix de direita, centro e esquerda.
Deverá vencer o Senado portanto aqueles que estiverem mais próximo do povo e não do candidato ao governo.
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*Júlio Lóssio é médico e ex-prefeito de Petrolina
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