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Chatbot contra desinformação criado por alunos da USP vence desafio internacional de IA

Chatbot analisa informações recebidas no WhatsApp – Arte sobre foto: Marcos Santos/USP Imagens

Ferramenta que utiliza inteligência artificial criada por estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos, funciona no WhatsApp e será e apresentado na Brazil Conference, evento que acontece em março nos Estados Unidos

Atentos ao impacto que a desinformação pode exercer sobre os rumos do Brasil, especialmente com o horizonte das eleições de 2026, três alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desenvolveram um sistema de verificação de fatos que funciona no aplicativo para celulares WhatsApp. Intitulado Tá certo isso AI?, o chatbot utiliza inteligência artificial (IA) multimodal, ou seja, capaz de analisar e combinar diferentes tipos de informação – como áudio, vídeo, texto ou imagem –, para verificar mensagens por meio de fontes confiáveis.

A ferramenta criada por Cauê Paiva Lira, Luiz Felipe Diniz Costa e Pedro Henrique Ferreira Silva, alunos do curso de Ciência da Computação, funciona como uma plataforma pública de análise. A solução foi vencedora do Programa AI4Good, um desafio da Brazil Conference – evento da comunidade brasileira de estudantes nos Estados Unidos. Com o resultado, eles irão apresentar a ferramenta na 12ª edição da Brazil Conference. O evento ocorre de 27 a 29 de março, reunindo estudantes e lideranças brasileiras nos campi da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, nos EUA.

Para Silva e Costa, essa será a primeira viagem para fora do Brasil. “Estou bem empolgado em conhecer o MIT e Harvard e ansioso pelo jantar especial, acredito que será um momento para fazer networking”, relata Costa. O evento terá mais 25 brasileiros premiados em cada um dos programas que irão à conferência, com todas as despesas custeadas.

Os estudantes Cauê Paiva Lira, Luiz Felipe Diniz Costa e Pedro Henrique Ferreira Silva se conheceram e colaboraram em grupos de extensão da USP, desenvolvendo projetos e competições em machine learning – Foto: Arquivo pessoal

O projeto foi desenvolvido a partir do hackathon 2025 do grupo de extensão Rede de Avanço em Inteligência Artificial (Raia), da USP. Com o tema Soluções para mitigar o impacto das fake news na sociedade, os jovens tiveram apenas 10 horas para propor a ferramenta, saindo vitoriosos. De acordo com Lira, quando ele soube que o edital do AI4Good estava aberto, logo comentou com os amigos para que eles pudessem se inscrever. “Foram cerca de 170 grupos inscritos e apenas oito foram selecionadas para participar do processo de monitoria e aceleração”, conta.

Curadoria de fontes confiáveis

Ao longo de seis semanas de aceleração, os estudantes receberam mentorias voltadas ao amadurecimento do projeto, que iam desde ajustes técnicos até decisões estratégicas sobre arquitetura e uso da ferramenta. Segundo eles, o principal salto em relação à versão inicial foi a implementação da plataforma de analytics, inexistente no protótipo apresentado no hackathon. “O tempo de desenvolvimento no hackathon era muito curto, então a gente precisava provar a ideia, não a robustez do sistema, fator que foi aprimorado durante a aceleração do AI4Good”, explica Silva.

Além da reformulação estrutural, o grupo melhorou o sistema de verificação de fatos, especialmente no processo de busca e validação das informações. Diferentemente de soluções que recorrem a qualquer conteúdo disponível na internet, o chatbot passou a operar com uma curadoria prévia de fontes confiáveis, como sites institucionais, veículos jornalísticos consolidados e plataformas especializadas em checagem de fatos. “O bot não aceita qualquer fonte. Ele faz a checagem apenas em bases que já passaram por esse filtro de confiabilidade, o que reduz o risco de erro e aumenta a qualidade das respostas”, resume Costa.

Com essa inovação, a proposta foi uma das três vencedoras do desafio do AI4Good. Além do impacto social da solução, o programa avaliou o grau de maturidade técnica alcançado ao longo da iniciativa e o potencial de escalabilidade da ferramenta, especialmente sua capacidade de ampliar o alcance e beneficiar um número crescente de usuários.

Exemplo de telas de checagem feitas pela ferramenta – Foto: Divulgação/Tá Certo isso AI?

Como o chatbot funciona

O Tá Certo Isso AI? funciona inteiramente dentro do WhatsApp, sem necessidade de instalar aplicativos extras ou acessar sites externos. Há duas formas principais de uso:

No chat privado: o usuário adiciona o número 35 8424-8271 aos contatos ou acessa o link disponível no site do projeto: neste link. Em seguida, basta encaminhar ao bot qualquer conteúdo suspeito, seja ele texto, link, imagem, vídeo, áudio ou mesmo figurinha. Em poucos instantes, o chatbot retorna a análise, indicando se as informações são verificáveis, quais afirmações são verdadeiras ou falsas e quais fontes foram utilizadas.

Em grupos de WhatsApp: O bot pode ser adicionado a um grupo. Quando surgir uma mensagem duvidosa, qualquer participante pode responder à mensagem marcando o bot (@). A verificação é feita ali mesmo, e o resultado fica visível para todos os integrantes do grupo.

A proposta, segundo os criadores, é tornar a checagem tão simples quanto o ato de encaminhar uma mensagem. “Nós focamos muito na experiência do usuário, de forma para que, inclusive, pessoas com pouca familiaridade com tecnologia pudessem usar”, explica Silva.

Além do atendimento direto ao usuário, o chatbot opera como uma Plataforma de Analytics, onde as mensagens encaminhadas ao bot passam a alimentar um painel público no site. Por lá, é possível acompanhar tendências e temas recorrentes, um ponto especialmente relevante, segundo Lira. “O WhatsApp é uma caixa preta. A gente não sabe com qual frequência uma desinformação foi encaminhada. Então, a Plataforma de Analytics é um ponto central da nossa proposta porque nos permite entender como está o cenário em tempo real da rede”, destaca.

De acordo com os estudantes, esse também é um dos principais diferenciais da ferramenta em relação a outras soluções já existentes e, inclusive, foi pensada para apoiar o trabalho de jornalistas, pesquisadores e organizações que atuam no enfrentamento à desinformação. “A ideia é estabelecer parcerias com essas pessoas e instituições, permitindo que elas avaliem as análises produzidas pelo sistema. A partir desse retorno qualificado, conseguimos aprimorar os modelos de IA por meio de ajustes finos, tornando a checagem de fatos cada vez mais precisa”, comenta Lira.

Clique no player abaixo e confira o vídeo explicativo do chatbot:

Custos e próximos passos

Manter o bot no ar tem custos, mas, segundo os estudantes, ainda em patamar baixo para um projeto em fase inicial: domínio, infraestrutura e consumo de APIs, com apoio de créditos e testes em nuvem. Segundo Costa, o próximo passo é ampliar o alcance da ferramenta e estruturar parcerias que contribuam tanto para a divulgação quanto para o aprimoramento contínuo do sistema. “Acreditamos que a visibilidade proporcionada pela Brazil Conference pode abrir caminho não apenas para colaborações com órgãos governamentais e veículos de comunicação, já que o enfrentamento à desinformação é um interesse comum a essas esferas, mas também para impulsionar nossas trajetórias profissionais, por meio do desenvolvimento de projetos com impacto social”, afirma o estudante do ICMC.

Acesse o site do projeto: https://tacertoissoai.com.br.

Adicione o chatbot ao WhatsApp: clicando aqui.

Redação com Texto adaptado de Gabriele Maciel/Ascom ICMC compartilhado do Jornal da USP em 20/02/2026 Fotos: reprodução

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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