Marco Zero encerra Carnaval do Recife com icones da MPB e frevo do Orquestrão
O encerramento da folia foi com ícones como Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo que comandaram a despedida. Maestro Spok coroou a celebração já de madrugada
A terça-feira (17) reservou ao Recife a despedida que a capital pernambucana merecia: uma celebração memorável no Marco Zero, com seis atrações que percorreram do maracatu ao frevo, passando pela MPB e pelo brega recifense. Abrindo o dia, o Encontro de Maracatus de Baque Solto inaugurou a data com espiritualidade e tradição; depois, Nena Queiroga entregou energia e carisma para aquecer os festeiros. A sequência ficou por conta de Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Alceu Valença, que tomaram o espaço com toda a magnitude de sua obra. Para coroar a madrugada, o Maestro Spok e o Orquestrão assumiram os trabalhos, transformando o encerramento num frenesi coletivo que se prolongou até o sol raiar.
O Encontro de Maracatus de Baque Solto abriu a programação com um espetáculo que transcende o calendário carnavalesco. Nações das mais diversas regiões do estado desfilaram exibindo seus caboclos de lança, rainhas majestosas e o ritmo cadenciado que distingue o baque solto do baque virado. A manifestação congregou admiradores da cultura popular pernambucana e reafirmou que o Carnaval do Recife é, antes de tudo, uma celebração de identidade. Nena Queiroga, na sequência, injetou irreverência e talento ao início da noite, animando os presentes com seu repertório vibrante.
Geraldo Azevedo e Elba Ramalho transformaram o espaço num reencontro com a memória afetiva do Nordeste. Alceu Valença, porém, foi o responsável por levar a euforia ao seu ponto mais alto.
O Orquestrão, que coroou a madrugada sob a regência do Maestro Spok, no que representa a síntese do que o Carnaval do Recife tem de mais grandioso: uma tradição secular que se reinventa sem abrir mão das raízes.
Redação com assessoria Foto: Marcos Pastich/PCR
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