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João Campos diz que é “ oportunismo eleitoral” debate sobre caso de procurador nomeado de forma indevida na PCR

O prefeito do Recife, João Campos, disse esta quarta-feira que confia na “responsabilidade da Câmara Municipal “ para arquivar o pedido de impeachment feito contra ele pelo vereador Eduardo Moura, do Novo, que o acusa de “crime contra a administração pública” por ter nomeado como procurador do município na vaga de pessoas com deficiência um candidato que tinha ficado em 63.o lugar no concurso regular e só dois anos depois requereu a nomeação como pessoa com autismo, passando na frente do verdadeiro candidato classificado na vaga de PCD, que aguardava nomeação.

O prefeito, que acabou recuando da nomeação após o protesto dos demais procuradores e da repercussão da matéria nas redes sociais classificou o episódio como “um debate entre duas pessoas com deficiência” e disse que tratou-se de “uma decisão administrativa reconhecendo o direito de uma pessoa com autismo e outra com deficiência física que se sentiu prejudicada”. Segundo ele o candidato com deficiência física entrou com um pedido de reconsideração que foi analiso de forma imediata e deferido pela Procuradoria” e que a situação vai ser decidida pela justiça.”

A polêmica sobre o assunto começou no dia 23 de dezembro quando o prefeito nomeou para a vaga de pessoa com eficiência Lucas Vieira da Silva após o candidato apresentar laudo de Transtorno do Espectro Autista(TEA) emitido pela Justiça Federal do Trabalho. Filho de um juiz e de uma procuradora do Tribunal de Contas, Lucas só apresentou o atestado dois anos depois do concurso que foi realizado em 2022. O candidato Marko Venício dos Santos, que tirou primeiro lugar na vaga de PCD e aguardava nomeação, denunciou o caso afirmando que Lucas tinha ficado em 63.o lugar no concurso regular e teria passado na sua frente, violando as regras do certame. O candidato preterido ganhou o apoio da Associação dos Procuradores Municipais e de várias outras entidades da sociedade civil.

Com a grande repercussão nas redes sociais o prefeito João Campos tornou sem efeito na nomeação de Lucas três dias depois de realizada e nomeou no seu lugar Venício dos Santos. Apesar disso, a polêmica continuou quando os vereadores de oposição denunciaram que o candidato Lucas foi beneficiado por conta da relevância dos pais que fazem parte de órgãos de controle de contas. No início deste mês o vereador Eduardo Moura protocolou na Câmara um pedido de impeachment que precisa de 13 assinaturas para ser apreciado mas até o momento não chegou a este número pois o prefeito tem ampla maioria na Câmara.

Redação Blogdellas Foto: reprodução internet

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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