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Tradição da Queima da Lapinha celebra o Dia de Reis no Recife

A programação terá concentração a partir das 16h, na Rua Nova, de onde sairá o cortejo com 15 pastoris e 3 bandinhas natalinas, além do Bloco da Saudade e do grupo Inclusão Cia de Dança, com destino ao Pátio de São Pedro. Tradição da cultura popular nordestina, a Lapinha celebra o Dia de Reis, espalhando as esperanças dos recifenses nos ventos de 2026

O Dia de Reis,  confirma no Recife uma de suas mais antigas tradições culturais, para encher de esperança o ano que se inicia. Importante celebração da cultura popular nordestina, a Queima da Lapinha acontece no Pátio de São Pedro, encerrando simbolicamente o ciclo natalino e abrindo alas para os preparativos e festejos de Momo na cidade de tantos ritmos e ritos.

A concentração será a partir das 16h, na Rua Nova, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares. De lá, o cortejo azul e encarnado seguirá pela Dantas Barreto, passando em frente à Igreja Nossa Senhora do Carmo até o Pátio de São Pedro, onde a Lapinha será queimada.

O evento vai reunir 15 pastoris, além de 3 orquestras, para consagrar ao fogo os desejos e expectativas de brincantes e públicos da Lapinha para 2026, que já chegou com pressa para pular Carnaval.

O homenageado deste ano será o Pastoril menino Jesus da Vovó Bibia, fundado em 1986, pela artista popular Severina Araújo Brito, a vovó Bibia. Coordenado por Aparecida Brito, a agremiação é composta por 18 integrantes.

Participarão do cortejo, além do homenageado, os pastoris Sereias Teimosas, Sonho de uma Adolescente, Angel de Brasília Teimosa, Brincantear, Estrela Brilhante, Estrela do Mar, Giselly Andrade, Jardim da Alegria, Lindas Ciganas, Luz do Amanhecer, Tia Nininha, Viver a Vida 3ª Idade, Vovó Alzira e Nossa Senhora do Rosário.

O cortejo de pastoras, dianas e borboletas será embalado pelas orquestras Frevo Mix, 19 de Fevereiro e Mendes e sua Orquestra. Abrindo alas para o ciclo carnavalesco, também farão parte da festa o Bloco da Saudade e o grupo Inclusão Cia de Dança.

Sobre a Queima da Lapinha – Trazida pelos jesuítas nos idos do século XIX, a tradição tem seu simbolismo relacionado à manjedoura onde nasceu o Menino Jesus e ao dia em que ele foi visitado pelos três reis magos. Feita de folhagens secas e incensos, a Lapinha é queimada para consagrar ao fogo esperanças e desejos para o ano que se inicia. Antes da queima, o público será convidado a escrever pedidos em pequenos pedacinhos de papel, que são colocados na Lapinha e consagrados ao fogo do futuro que começa todo ano.

Serviço

Queima da Lapinha

Data: Dia 6 de janeiro (terça-feira)

Horário: A partir das 16h

Concentração: Na Rua Nova, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares

Cortejo: Pela Dantas Barreto, passando em frente à Igreja Nossa Senhora do Carmo até o Pátio de São Pedro, onde a Lapinha será queimada

Redação com assessoria Foto: Marcos Pastich/PCR

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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