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Exclusivo: Álvaro Porto tira licença e caberá ao vice Rodrigo Farias conduzir convocação extra da Alepe

O Diário Oficial do Poder Legislativo publicou esta terça-feira ofício do vice-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Rodrigo Farias, autorizando licença em caráter cultural do presidente Álvaro Porto entre os dias 05 e 22 de janeiro para viagem com a família à Europa. Com esta decisão datada de ontem, dia 29, caberá a Rodrigo, do PSB, conduzir a Alepe a partir do dia 05 quando a Casa deve se pronunciar em plenário sobre a convocação extraordinária dos deputados que está sendo feita pela governadora Raquel Lyra para que sejam votadas, entre outros assuntos urgentes, mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) que ficaram pendentes porque o plenário não apreciou os vetos feitos ao projeto pela governadora.

A ausência do deputado Álvaro Porto estava prevista, segundo alguns deputados, pois ele planejara a viagem à Europa antes do recesso, tendo convidado alguns colegas para o acompanharem. De qualquer forma, foi muita coincidência o pedido de licença ser feito esta segunda, dia 29, mesmo dia em que a governadora Raquel Lyra anunciou sua decisão de convocar extraordinariamente a casa. Esta é a segunda vez que o vice assume em meio a período conturbado. No início de 2025, o presidente viajou e na sua ausência, sob a presidência de Rodrigo Farias, foram feitas mudanças imprevistas na Alepe tendo o PSB autorizado filiação de 3 deputados estaduais a outras legendas, levando a oposição a ganhar maioria nas comissões principais da Alepe – Justiça, Finanças e Administração – o que virou uma dor de cabeça para o Palácio que se estendeu até o final deste ano.

“Rodrigo não vai fazer nada de diferente que não seja combinado com o presidente”- afirmou a este blog um deputado de oposição, explicando que nada vai mudar na ausência de Álvaro. De qualquer forma, deputados de oposição acreditam que o vice-presidente, mesmo sendo do PSB e não tendo entrando diretamente em confronto com o Poder Executivo, pode estar mais afeito ao diálogo. A convocação extraordinária, todavia, deve ser aprovada sem problema porque o Governo tem maioria no plenário e ele é soberano não só para aprovar a convocação como para apreciar os vetos.

Um dos grandes entraves a serem tratados é o fato do presidente ter engavetado os vetos da governadora à LOA, alegando inconstitucionalidade e à revelia do plenário, obrigando 29 dos 49 deputados fiéis ao Governo a publicarem uma nota dura contra a posição do deputado Álvaro Porto. Este posicionamento enfraqueceu a posição da Alepe onde Álvaro foi reeleito presidente com grande maioria de votos e, pela primeira vez na atual legislatura, teve uma decisão sua rejeitada pela maioria dos parlamentares através de nota pública.

Redação Blogdellas Foto: arquivo

E-mail redacao@blogdellas.com.br

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