Lançamento: livro conta os 40 anos da epidemia de HIV no Recife
_“A AIDS Envelheceu: quatro décadas da epidemia de HIV no Recife contadas por profissionais e ativistas”, escrito pelo sociólogo Acioli Neto(foto), reúne 13 entrevistas com profissionais de saúde e ativistas que estiveram na linha de frente do início da epidemia. Lançamento será nesta quarta (17)_
A ONG Gestos — Soropositividade, Comunicação e Gênero lança, nesta quarta-feira, 17 de dezembro, o livro “A AIDS Envelheceu: quatro décadas da epidemia de HIV no Recife contadas por profissionais e ativistas” . Escrita pelo sociólogo Acioli Neto , a obra reúne 13 entrevistas com profissionais de saúde e ativistas que estiveram na linha de frente do início da epidemia, relembrando histórias que ajudam a entender o passado, olhar o presente e fortalecer o futuro da resposta ao HIV, ao estigma e ao preconceito.
O evento de lançamento será aberto ao público, às 18h30, na sede da instituição, localizada na Rua dos Médicis nº 68, no bairro da Boa Vista, centro do Recife. Na ocasião, haverá distribuição gratuita da publicação.
O livro integra o projeto “A AIDS Envelheceu”, da Gestos, com apoio do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Recife (Comdir). Ao longo de 2025, a Gestos lançou um outro olhar sobre a temática do HIV/AIDS: o envelhecimento. O público com mais de 60 anos ainda é historicamente invisibilizado nas políticas públicas de prevenção e cuidado, sendo que as infecções cresceram mais de 400% nessa faixa etária na última década no Brasil.
O livro “A AIDS Envelheceu: quatro décadas da epidemia de HIV no Recife contadas por profissionais e ativistas” tem como objetivo tornar públicas histórias marcantes e manter vivas as memórias de uma trajetória que ainda não acabou.
Entrevistas
O escritor Acioli conversou com nomes como Jarbas Barbosa, diretor-geral da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS); Ana Brito, pesquisadora da Fiocruz e primeira coordenadora estadual de DST/AIDS (como se chamava na época); Frederico Rangel, infectologista e primeiro diretor do Hospital Correia Picanço; Ana Aurora, psicóloga pioneira no atendimento a pessoas vivendo com HIV/AIDS; e François Figueiroa, epidemiologista coordenador do Programa de DST/AIDS de Pernambuco durante 24 anos.
“Com destaque para as duas primeiras décadas, a publicação traz o resultado de uma vasta pesquisa a partir do registro do primeiro caso de AIDS no Recife e mostra o início da mobilização de profissionais, amigos e familiares num cenário de ausência de informações, inexistência de tratamentos e de muito preconceito. O livro traz o relato de 11 profissionais de saúde que vivenciaram o período mais difícil da epidemia e de dois ativistas com mais de 60 anos diagnosticados há cerca de 20 anos e que estão envelhecendo bem com HIV. O resultado é um material que resgata a história do enfrentamento à AIDS, fala da situação atual e do futuro, com relatos emocionantes”, detalha Acioli.
“São quatro décadas de epidemia de AIDS, e a Gestos caminha junto há 32 anos, fazendo parte da construção da resposta ao HIV e à AIDS. Por isso, para nós é muito importante lançar uma publicação que dê visibilidade a essas histórias de enfrentamento a uma doença que até hoje nos desafia não só pelos aspectos biomédicos, mas sobretudo pelos aspectos sociais, uma vez que o principal problema que enfrentamos, desde o início da epidemia, é o estigma e o preconceito”, destaca a coordenadora de Assistência e Educação da Gestos, Jô Meneses.
A Gestos
A Gestos é uma Organização da Sociedade Civil criada em 1993 no Recife com a missão de defender os direitos humanos e a construção de sociedades justas, inclusivas e equitativas. Atua de forma interdisciplinar, produz e sistematiza conhecimento, monitora e articula políticas públicas de saúde, igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável em âmbitos local, nacional e internacional.
A instituição oferece assessoria jurídica, psicológica e de assistência social às pessoas vivendo com HIV/AIDS em situação de vulnerabilidade; testagem para HIV, sífilis e hepatites; e orientação a jovens e adolescentes sobre saúde e sexualidade, com acompanhamento de enfermagem e psicologia.
Também desenvolve ações educativas em comunidades, serviços de saúde e escolas, treina profissionais de saúde, de educação, do direito e das gestões públicas, além de atuar no controle social e no monitoramento de leis e políticas públicas, formar ativistas e defensores de direitos humanos, realizar campanhas, produzir conhecimentos e publicar livros, cartilhas e materiais informativos.
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