Após intenso debate na Alepe, o presidente Álvaro Porto diz não ter pressa para aprovar novo empréstimo de R$ 1,7 bi

Sob o comando do presidente da Assembleia, deputado Álvaro Porto que assumiu a tribuna, as bancadas do Governo e da Oposição mantiveram por mais de duas horas um intenso debate esta segunda-feira sobre os empréstimos já autorizados para o Governo Raquel Lyra pelo poder Legislativo no valor total, segundo Porto, de R$ 11 bilhões e sobre o novo pedido de R$ 1,7 bi a serem gastos no ano de 2026. Já no final das discussões e respondendo à líder do Governo, deputada Socorro Pimentel, o presidente disse que não tem pressa para dar andamento a uma nova aprovação: primeiro porque os recursos só podem ser utilizados em 2026 e segundo porque o Governo não vem aplicando a tempo o que já recebeu.
Toda a discussão foi provocada a partir de um pronunciamento do próprio deputado Álvaro Porto que andava desde a manhã desta segunda-feira reclamando a deputados do fato da governadora Raquel Lyra ter cobrado a aprovação do empréstimo de R$ 1,5 bi durante meses, afirmando que os recursos seriam para as obras do Arco Metropolitano e da duplicação da BR-232 e de agora ter sido descoberto, via Diário Oficial, que isso não aconteceu. Os recursos estão destinados a outras ações governamentais. Com base nisso ele acusou o Governo de “mentir” para a população quando cobrou, diversas vezes, a aprovação do empréstimo aos deputados e acusou a Alepe de estar prejudicando as duas obras citadas.
– “Fui cobrado nas minhas redes sociais e cheguei a receber em meu gabinete empresários de outros estados que investem em Pernambuco por conta disso” – afirmou o presidente da Comissão de Justiça, deputado Alberto Feitosa, que não só elogiou Álvaro Porto pela denúncia que estava fazendo como disse que ele estava certo em mostrar que o Poder Legislativo não iria aceitar calado as críticas que vinha recebendo. Os deputados Antonio Coelho, Sileno Guedes, Waldemar Borges, Diogo Moraes e Kaio Albino, de oposição, fizeram coro ao que disse o presidente.
A bancada do Governo, no entanto, não deixou por menos. Os deputados Wanderson Florêncio, Izaías Regis, Joãozinho Tenório e a líder Socorro Pimentel aproveitaram o momento para dizer que a governadora nunca falou da Assembleia e todas as vezes agradeceu aos deputados pela aprovação dos empréstimos. Em suas falas mostraram o que está sendo feito em Pernambuco, disseram que a governadora trabalha dia e noite para superar os obstáculos de um estado que recebeu sucateado e acusaram o PSB de estar procrastinando os trabalhos legislativos para atrapalhar o Governo.
– “ Até uma CPI tentaram criar querendo atingir a governadora e para isso o PSB, nas caladas da noite, filiou alguns deputados seus em outros partidos só para ter maioria mas a justiça derrubou a iniciativa por não haver o que apurar”- disse Wanderson Florêncio.
Joãozinho Tenório, vice-lider do Governo, afirmou que “manobras do PSB dificultaram ações da governadora nas comissões atrasando projetos e providências a serem tomadas”. Socorro Pimentel foi no mesmo tom não sem antes perguntar ao deputado Álvaro Porto se deveria tratá-lo como presidente ou deputado e completou “gostaria que o senhor tivesse a imparcialidade de um presidente” ( Álvaro declarou-se de oposição no segundo ano de mandato da governadora).
Palavras como “autoritarismo”, “arrogância”e “prepotência” foram usadas diversas vezes no debate legislativo em que a oposição centrou seus ataques não só no que chamou de “mentira” na acusação a deputados como ao repisar a tese de que o Governo é moroso e não vai entregar o que prometeu porque não tem agilidade para trabalhar.
Por fim, o deputado Álvaro Porto afirmou que se Raquel não fizer as obras prometidas “não vai ser por falta de dinheiro mas por falta de gestão”.
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