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No Dia Nacional de Controle da Asma conheça sintomas e tratamentos

O São João é marcado por muitas festas, comidas típicas de milho e fogueira. Para quem é asmático, as fumaças das fogueiras e os fogos de artifício podem aumentar as condições respiratórias, trazendo problemas para quem sofre dessa doença crônica. Além disso, no mês de junho, o Dia Nacional de Controle da Asma, dia 21, reforça a importância da conscientização sobre o diagnóstico precoce e tratamento.

A asma possui componente genético, mas é preciso estar atento ao estilo de vida, reduzindo a exposição aos fatores que provocam ou agravam a doença, como ácaros, poeira, fumaça e a obesidade.

De acordo com Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 6,4 milhões de brasileiros acima de 18 anos têm a doença. O pneumologista Alfredo Leite, do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, explica os sintomas da doença. “Durante um ataque de asma, o revestimento dos brônquios se inflama, provocando um estreitamento das vias respiratórias e uma diminuição do fluxo de ar que entra e sai dos pulmões. Os sintomas da doença são falta de ar, tosse, chiado no peito e sensação de opressão torácica. Esses sinais podem vir em conjunto ou isoladamente”.

A doença é a terceira mais atendida pelo SUS, segundo o Ministério da Saúde. A soma de mortes por asma no Brasil entre 2019 e 2023 é de 12.195 casos. Em 2024 foram notificados 883 óbitos entre janeiro e junho. Diante da gravidade, o especialista alerta para o risco da falsa sensação de cura. “A asma não tem cura, mas é perfeitamente controlável. É muito comum ver pessoas que tiveram crises na infância ou na adolescência passarem muitos anos bem e acharem que estão curadas da doença, mas depois, com 30, 40, 50 anos ou mais, voltam a ter sintomas, às vezes, até de forma intensa”, explicou.
O tratamento da asma é baseado no uso de medicamentos anti-inflamatórios e broncodilatadores, principalmente por via inalatória, as conhecidas bombinhas. “Existem vários tipos de dispositivos que podem ser usados e quando utilizados da maneira correta, indicada pelo médico, levam a um grande ganho do ponto de vista de controle dos sintomas, de qualidade de vida e de evitação das crises”, enfatiza o pneumologista Alfredo Leite.

Redação com assessoria Foto: Divulgação/Bigstock

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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