Festival Recife do Teatro Nacional termina neste final de semana após 10 dias de programação
A 23ª edição do Festival Recife do Teatro entra na reta final e se despede hoje e amanhã, deixando um gostinho de saudade no público que tem lotado os teatros municipais, ruas e parques. Mas antes de dizer adeus, a maratona teatral reserva boas opções de diversão gratuita e de qualidade, despertando nos espectadores reflexões e muita emoção. Os ingressos para todas as sessões são trocados por um quilo de alimento para o Banco de Alimentos do Recife. Quase quatro toneladas já foram arrecadadas até o momento.
Neste sábado (30), às 17h, a programação principal do Festival será aberta, no Apolo, pelo Teatro Máquina, com o espetáculo infantil “Paraíso”. Nele, quatro estranhos catadores-cientistas do futuro buscam vestígios de antigas civilizações, mas precisam se proteger do ambiente contaminado por monstros de plástico, redes de pesca e telas de construção civil. Mais tarde, apresentam-se Silvero e os grupos Bagaceira e Armazém.
No Teatro Hermilo, às 18h, o off REC recebe a performance “O Problema É a Cerca”, com Renna Costa, que leva para a cena questões das cercas sociais que excluem corpos travestis e a problemática da cerca na luta pela terra. Na sequência, às 20h, a roda de diálogo “Vedetes e Vivecas: Mulheres do Vivencial” resgata a trajetória de Ivonete Melo, uma das homenageadas do Festival Recife do Teatro Nacional Participam Suzana Costa, Auriceia Fraga e Rejane Kaiowá e a mediação é de Hilda Torres.
A programação do sábado vai acabar em festa. Depois de reunir elencos, talentos e públicos, convidando a rir e a chorar, a aplaudir e maratonar tantos e tão grandiosos espetáculos, a 23ª edição do Festival Recife do Teatro Nacional vai tirar a cidade para dançar. A partir das 21h, o Pátio de São Pedro será palco para a confraternização entre o Recife, o teatro e outras vocações culturais infalíveis da cidade: a música, o frevo e o fervo. Estacionarão seus acordes no Pátio o Som da Rural, o DJ Vibra e a Orquestra Backstage, com as participações preciosas de Gabi da Pele Preta e Larissa Lisboa.
Neste domingo, além das reprises de “Brás Cubas” e “Pequeno Monstro”, encerram a estrelada e diversificada programação desta 23ª edição do Festival Recife do Teatro Nacional as produções locais “Quatro Luas” e “Esquecidos por Deus”.
Espetáculo de teatro para infância com formas animadas e música ao vivo, inspirado no universo do escritor espanhol Federico Garcia Lorca, “Quatro Luas”, dO Bando Coletivo de Teatro, que sobe ao palco do Apolo, às 17h, conta a história de um jovem ciganinho órfão, fascinado pela lua cheia. A dramaturgia e a encenação são de Claudio Lira.
Com texto de Cícero Belmar, “Esquecidos por Deus”, com Murilo Freire, apresenta-se no Hermilo, às 18h, lançando um olhar sob questões fundamentais dos tempos contemporâneos, como memória, identidade, patrimônio, tradição, esquecimentos, cancelamentos e a relação disso com crenças e valores, a partir da perspectiva de um bandido que se crê Deus e faz um casal de refém.
Redaação com assessoria Foto: John Ramatis/divulgação
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