Porto merece respeito
É inacreditável a situação enfrentada há três dias pelo maior cartão postal de Pernambuco: a praia de Porto de Galinhas, seguidas vezes classificada como a mais bela praia do Brasil. Aproveitando a morte de uma criança, baleada durante ação da PM contra o crime organizado, grupos tomaram conta do balneário e têm produzido um clima de guerra. Ruas ocupadas por caçambas, queima de pneus, arrastões, ônibus e carros incendiados têm obrigado os moradores a se trancar em suas residências e os turistas nos hotéis.
Tudo que imaginávamos não pudesse acontecer ainda mais nesse momento em que Porto começa a se recuperar do que perdeu na época da pandemia. Durante todo o dia desta sexta-feira o comércio permaneceu fechado e barricadas impediam a entrada na zona urbana até mesmo da Polícia.
Não foi algo que ocorreu de última hora. Há tempos se sabe que a violência produzida pelo crime organizado tomou conta do litoral sul e levou o Cabo de Santo Agostinho, vizinho de Ipojuca, a bater recordes de assassinatos nestes primeiros meses do ano. Era natural que a onda tomasse conta de Porto e foi o que, infelizmente, aconteceu.Além de medidas emergenciais para por o feito à ordem é necessário que o estado se estruture junto ao município para garantir as condições mínimas de funcionamento de hotéis, bares, restaurantes e comércio em geral.
No governo Jarbas Vasconcelos, o estado, já na época preocupado com grupos de jovens que faziam arruaças no final de semana de Porto, montou um gabinete especial em Porto em parceria com o município para cuidar de toda a infraestrutura necessária ao balneário e que contemplava da área de saúde à segurança. Todas as quintas-feiras as secretarias estaduais pertinentes se reuniam com equipes municipais e destacavam funcionários para passar o final de semana no local. Quando era necessário os plantões se estendiam durante os demais dias da semana. Terminado o Governo Jarbas o escritório foi fechado e deu no que deu.
Foto: site destinoportodegalinhas/divulgação


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