Olinda ainda tem quadro indefinido para 2024 e Evandro Avelar pode entrar na disputa

Terceiro município em importância política na Região Metropolitana e com o prefeito, Professor Lupércio, fora da disputa porque já foi reeleito, Olinda se prepara para a eleição de 2024, em cenário, por enquanto, totalmente aberto. Por conta disso, uma novidade pode tomar conta do cenário: o atual secretário de infraestutura do estado, Evandro Avelar. Ex-assessor político de Lupércio, seu nome tem crescido no entorno do prefeito à medida que a secretária da fazenda Mirella Almeida, casada com um primo de Lupércio, não estaria conseguindo decolar. No carnaval, Mirella esteve em todos os locais de folia ao lado do prefeito mas não estaria empolgando os vereadores.
– Se Evandro tiver o apoio de Lupércio vai ter voto até de membros da bancada da Oposição”, afirmou um vereador governista a este blog, pedindo anonimato. Ele explica que o atual secretário da governadora Raquel Lyra ganhou este prestígio por ter ficado seis anos fazendo a interlocução do prefeito com a Câmara, agradando a todos. Outra fonte contou ao blog que Evandro teria sido sondado por Lupércio para ser vice, demonstrando que o prefeito também pensa nele, apesar de seu nome oficial na disputa ser hoje o de Mirella. “Acho que só há uma forma de Evandro ser candidato, se o prefeito o apoiar, não vejo por parte dele nenhum desejo de se distanciar do grupo. Agora, caso Mirella tenha dificuldade de sustentação, será difícil outro nome senão o dele para somar e vencer” – conta um outro vereador situacionista.
Enquanto a ala governista ainda titubeia, o quadro não é diferente do outro lado da moeda: o PCdoB de Luciana Santos, atual ministra de Ciência e Tecnologia, e do deputado federal Renildo Calheiros, ambos ex-prefeitos. Como Renildo já deixou claro que quer continuar na Câmara Federal – saiu da Prefeitura com alto índice de rejeição – a esquerda ainda não sabe o que fazer e o nome de Luciana volta a ser citado como alternativa, embora isso vá depender de uma renúncia dela ao ministério de Lula, pelo qual tanto batalhou. Na ala de centro-direita, além de Evandro e Mirella, parte do cenário vem sendo ocupado pela ex-candidata a vice de Anderson Ferreira, Isabel Urquiza, que deseja voltar à disputa que já perdeu em 2018. Anderson foi o candidato mais votado no município no primeiro turno de 2022 com 26,61% dos votos. Raquel teve 22,52% no primeiro turno e 63,21% no segundo turno. Também o atual vice-prefeito Márcio Botelho, que rompeu com Lupércio e se filiou ao PP, sonha em ter seu nome na cédula de votação.
Quem é mais forte
Se depender de prestígio político para pedir e conquistar votos hoje, em Olinda, surgem, pela ordem, a governadora Raquel Lyra, que teve 63,21% dos votos no município em 2022, o presidente Lula, que teve 58,82%, e o ex-presidente Bolsonaro que chegou aos 41,18%. Já considerando as lideranças do próprio município, o prefeito tem mais de 60% de aprovação, tornando o seu candidato favorito na disputa, a depender do nome a ser escolhido. As demais lideranças, incluindo Luciana e Renildo, experimentam o mesmo desgaste dos últimos oito anos, quando o domínio permaneceu e continua nas mãos de Lupércio.
Raquel pode mexer
Há uma incógnita sobre o que fará a governadora Raquel Lyra em Olinda. Daí ter se especulado muito nos últimos dias sobre o nome de Evandro, que poderia juntar Lupércio e Raquel em um mesmo palanque. Quanto a Evandro ele não quis falar ao blog sobre o assunto mas também não desmentiu as especulações: “eleição só deve ser objeto de definições em 2024. Estou mergulhado na função que recebi da governadora de tocar a Secretaria de Infraestrutura, onde se tem muito o que fazer.” Na verdade, a secretaria tocada por ele é terceira em tamanho de Orçamento no estado. Só perde para Saúde e Educação.
Cleiton abraça as pessoas com deficiência
Respondendo a uma mobilização de entidades que cuidam das pessoas com deficiência e dos familiares das mesmas, o deputado estadual Cleiton Collins (PP) apresentou projeto legislativo na Alepe visando a criação de mais uma Comissão Permanente na Assembléia: a de defesa das pessoas com deficiência. A mobilização foi realizada depois que se criou uma Frente Parlamentar de Defesa das Pessoas Autistas na casa e não se incluiu na mesma as demais deficiências. Antes a Alepe tinha uma Frente Parlamentar voltada a todas as pessoas com deficiência do estado.
Pergunta que não quer calar: Luciana Santos pode largar o ministério para se candidatar a prefeita de Olinda?