Desafios de Raquel, Miguel e Anderson na eleição de 2024

 

Entre os primeiros colocados na última eleição para governador de 2022, quando chegaram quase empatados no primeiro turno, a governadora Raquel Lyra e os ex-prefeitos Miguel Coelho, de Petrolina e Anderson Ferreira, de Jaboatão, preparam-se para enfrentar um grande desafio na próxima eleição municipal: reeleger seus substitutos, os atuais prefeitos, Rodrigo Pinheiro, em Caruaru, Simão Durando, em Petrolina e Mano Medeiros, em Jaboatão.

Pelo que conquistaram no ano passado, cada um, a seu modo, ajudando a encerrar 16 anos de poder do PSB, eles têm chance de sair vitoriosos nos três municípios, confirmando a liderança e a influência para o pleito de 2026 quando, além de governador, estarão em disputa duas vagas para a o senado. No caso de derrota não vai ser um fim de mundo mas, sem dúvida, mais um percalço no caminho que percorreram, com firmeza, em 2022.

Qual será o cenário que Raquel, Anderson e Miguel terão pela frente em seus municípios para saírem vencedores? Bem, hoje, Rodrigo, Mano e Simão estão bem avaliados mas os adversários começam a se mexer com desenvoltura para enfrenta-los. Em Jaboatão, como este blog mostrou recentemente há uma grande profusão de pré-candidatos na oposição indo da deputada federal Clarissa Tércio (PP) ao ex-prefeito Elias Gomes, o presidente da Câmara Adeildo da Igreja e o ex-vereador Daniel Alves. Em Petrolina há expectativa sobre o deputado federal Lucas Ramos e os ex-prefeitos Júlio Lóssio e Guilherme Coelho. Em Caruaru os nomes vão dos ex-prefeitos Tony Gel e José Queiroz até o deputado federal Fernando Rodolfo, do PL.

Duelo no estado

Engana-se quem pensa, porém, que Raquel, Miguel e Anderon têm na mira apenas as eleições em seus municípios. Desde já, pelo menos os dois últimos, já estão na estrada tentando arregimentar quadros para a disputa de 2024 em todo o estado. Miguel planeja aumentar de 18 para, no mínimo, 25 os prefeitos do seu grupo e do União Brasil e recebe com constância no seu escritório no Recife lideranças municipais. Anderson vem focando sobretudo na Região Metropolitana, onde é mais influente e os conservadores saíram muito fortes da última eleição estadual. Raquel ainda não demonstrou como vai lidar com a política mas é voz comum na Assembléia que, se quiser, vai eleger dezenas de prefeitos.

Como anda a esquerda?

Fortíssima no Recife, onde o prefeito João Campos poderia se reeleger se a eleição fosse hoje, a esquerda ainda não se curou da ressaca de 2022 quando Marília Arraes foi favorita até o primeiro turno mas acabou derrotada por Raquel, e Danilo Cabral, do PSB, amargou um quarto lugar no estado. PSB e PT ensaiam uma união para 2024 mas a desunião interna do grupo vem impedindo que ambos naveguem na maré do presidente Lula que teve 66,93% dos votos no estado e só perdeu para Bolsonaro em um dos 184 municípios: Santa Cruz do Capibaribe. No Grande Recife a esquerda só é favorita hoje no Recife, em São Lourenço da Mata e em Camaragibe, onde a prefeita Nadeji Queiroz também candidata à reeleição, conseguiu eleger o filho João deputado estadual, com certa tranquilidade.

Pargunta que não quer calar: Raquel, Miguel e Anderson vão se unir em 2024, ou cada um vai seguir caminho próprio?

E-mail: terezinhanunescosta@gmail.com

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