15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos chega a Recife com debates

Promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a Mostra é gratuita e acontece entre os dias 2 e 5 de dezembro, no Cine Teatro do Parque e na UniFAFIRE
A 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos acontece em Recife entre os dias 2 e 5 de dezembro, com sessões gratuitas e abertura no Cine Teatro do Parque. A programação dos dias seguintes acontece no Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE). Em 2025, o evento convida o público a refletir sobre os efeitos da emergência climática em territórios urbanos, ribeirinhos, quilombolas e indígenas, ressaltando os modos de vida que resistem à devastação ambiental e às desigualdades sociais. A Mostra é promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e circula por 12 capitais brasileiras.
Com o tema “Direitos humanos e emergência climática: rumo a um futuro sustentável”, a edição deste ano evidencia como cultura, memória e proteção ambiental se entrelaçam nas lutas de grupos vulnerabilizados. Em Recife, a programação ganha força com a produção local “Eu sou raiz” (2022), dirigida por Cíntia Lima e Lílian de Alcântara, que retrata a trajetória de Mestra Mariinha, liderança quilombola há mais de 40 anos ativa na defesa do território às margens do Rio São Francisco. Guardiã de saberes sobre ervas medicinais, rezas e tradições como o Reisado do Quilombo da Mata de São José, Mestra Mariinha encarna a resistência de mulheres negras que preservam cultura, identidade e natureza frente às pressões socioambientais.
Neste ano, a Mostra Cinema e Direitos Humanos é realizada em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Curso de Cinema e Audiovisual da instituição, e reforça o papel do audiovisual como ferramenta de transformação social, educação e registro das lutas por direitos. Em Recife, a produção local conta com o apoio institucional do Centro Universitário Frassinetti do Recife (UniFAFIRE), Cine Teatro do Parque e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – Centro de Artes e Comunicação.
A homenageada da edição é a cineasta Sueli Maxakali, liderança Tikmũ’ũn e referência do cinema indígena contemporâneo. Seu longa “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá” (2025), premiado no Festival de Brasília, CachoeiraDoc e Mostra Ecofalante, abre a programação mostrando a busca da diretora pelo pai, afastado da família durante a ditadura militar.
FILMES E TEMÁTICAS
Com 21 filmes, de curadoria da professora e pesquisadora Beatriz Furtado (UFC) e da jornalista e realizadora Janaina de Paula, a mostra apresenta obras que investigam território, memória, ancestralidade e luta por justiça ambiental. Entre os filmes selecionados está “Ainda há moradores aqui” (2025), de Tiago Rodrigues, um documentário que retrata, a partir dos bairros fantasmas de Maceió (AL), as marcas do desastre causado pela empresa Braskem.
Também integra a seleção “Rua do Pescador, Nº 6” (2025), da atriz e cineasta Bárbara Paz, que acompanha, no Rio Grande do Sul, a emergência de memórias à medida que as águas das enchentes retrocedem. Com uma equipe formada por profissionais do audiovisual gaúcho — alguns deles diretamente afetados pela tragédia — o filme busca histórias e lembranças “após o fim”.
Os filmes estão organizados em quatro sessões que compõem o eixo temático da Mostra. A sessão Nêgo Bispo/Terra reúne obras sobre resistência quilombola, violência no campo e enfrentamento a desastres ambientais; a sessão Antônia Melo/Águas destaca conflitos hídricos e narrativas de comunidades pressionadas por grandes empreendimentos; já a sessão Raoni/Floresta homenageia o líder indígena caiapó com filmes que tratam de ameaças à Amazônia, disputas territoriais e imaginários originários; enquanto a sessão infantil apresenta produções que estimulam a imaginação e aproximam as crianças da cultura e do meio ambiente.
Todos os títulos contam com janela de Libras e Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE). Após as sessões, os debates também contarão com acessibilidade em Libras.
OFICINA
Como parte da programação, a Mostra Cinema e Direitos Humanos realiza em todas as cidades contempladas uma oficina. A atividade desta edição tem como tema “Imagens do comum: cinema, educação e direitos humanos”. No Recife, a oficina acontece nos dias 24, 26 e 27 de novembro, no Centro de Artes e Comunicação (CAC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), reunindo participantes para uma formação que combina reflexão crítica, práticas audiovisuais e diálogo com os territórios.
Ao longo de nove horas/aula, a oficina convida o público a reconhecer o cinema como ferramenta de afirmação cultural, preservação de saberes tradicionais e construção de relações mais sensíveis com a terra e o território. A proposta também estimula a valorização das identidades e modos de vida que compõem a diversidade da sociedade brasileira.
A oficina será ministrada pelo educador audiovisual Alessandro Andrade. Graduado em Cinema e Audiovisual pela UFPE, onde conclui mestrado em Comunicação, ele dirigiu filmes como Lenilson Braga: O Príncipe do Brega (2021) e o Espaço Agroecológico da Várzea: 5 anos de Resistência (2023).
O público prioritário foram agentes culturais com atuação em comunidades e territórios periféricos, professoras e professores, pessoas interessadas na relação entre o cinema, a educação e os direitos humanos. Esta proposição se firma pelo desejo de que as metodologias e dispositivos pedagógicos com o cinema possam ser replicados nos espaços educativos e culturais em que os participantes atuam, promovendo a cultura dos direitos humanos em diferentes territórios.
HISTÓRICO DA MOSTRA
A Mostra Cinema e Direitos Humanos é uma estratégia do Governo Federal para a consolidação da educação e da cultura em Direitos Humanos, entendendo o audiovisual nacional como forte aliado na construção de uma nova mentalidade coletiva para o exercício da solidariedade e do respeito às diferenças.
Criada em 2006, com a finalidade de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a mostra amplia e diversifica os espaços de informações e debates sobre direitos humanos, por meio da linguagem cinematográfica, tornando-se instrumento valioso de diálogo e transformação para públicos com pouco ou nenhum conhecimento sobre direitos humanos.
PROGRAMAÇÃO
>> Dia 1 – 2/12, terça-feira Local: Cine Teatro do Parque
Sessão de abertura – 18h30 às 21h30
Classificação indicativa: 12 anos
Coffee Break
Solenidade + Falas institucionais
Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (2025, 90’)
Direção: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna
>> Dia 2 – 3/12, quarta-feira Local: UniFAFIRE
Sessão Infantil 1 – 14h às 17h
Classificação indicativa: Livre
mazônia sem garimpo (2022, 6’50”)
Direção: Tiago Carvalho e Julia Bernstein
No início do mundo (2025, 7’46”)
Direção: Camilla Osório
Chico Bento e a goiabeira maraviósa (2025, 90’)
Direção: Fernando Fraiha
Sessão Raoni (Floresta) – 18h30 às 21h30
Classificação indicativa: 14 anos
SUKANDE KASÁKÁ | Terra doente (2025, 30’)
Direção: Kamikia Kisedje e Fred Rahal
Faísca (2025, 12’)
Direção: Barbara Matias Kariri
Grão (2020, 16’)
Direção: Adriana Miranda
Curupira e a máquina do destino (2025, 25’)
Direção: Janaína Wagner
>> Dia 3 – 4/12, quinta-feira Local: UniFAFIRE
Sessão Infantil 2 – 14h às 17h
Classificação indicativa: Livre
Ga vī: a voz do barro (2021, 10’46”)
Direção: Ana Letícia Meira Schweig e equipe
Òsányìn: o segredo das folhas (2021, 22’)
Direção: Pâmela Peregrino
Do colo da Terra (2025, 75’)
Direção: Renata Meirelles e David Vêluz
Sessão Antônia Melo (Águas) – 18h30 às 21h30
Classificação indicativa: 10 anos
Kutala (2025, 5’)
Direção: Fabio Martins e Quilombo Manzo
Rio de mulheres (2009, 21’)
Direção: Cristina Maure e Joana Oliveira
Cerrado, coração das águas: Conexão Caatinga (2025, 16’46”) Direção: Fellipe Abreu e Luis Felipe Silva
As lavadeiras do rio Acaraú transformam a embarcação em nave de condução (2021, 12’)
Direção: Kulumym-Açu
Volta grande (2020, 27’) Direção: Fábio Nascimento
Rua do Pescador, Nº 6 (2025, 72’) Direção: Bárbara Paz
>> Dia 4 – 5/12, sexta-feira Local: UniFAFIRE
Sessão Nêgo Bispo (Terra) – 14h às 17h
Classificação indicativa: 12 anos
Eu sou raiz (2022, 7’)
Direção: Cíntia Lima e Lílian de Alcântara
Ainda há moradores aqui (2025, 42’50”)
Direção: Tiago Rodrigues
Pau d’arco (2025, 89’)
Direção: Ana Aranha
Sessão de encerramento – 18h30 às 21h30
Classificação indicativa: 12 anos
Sede de rio (2024, 72’)
Direção: Marcelo Abreu Góis
SERVIÇO
15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos em Recife
Quando: De 2 a 5 de dezembro de 2025
Onde: Cine Teatro do Parque (R. do Hospício, 81 – Boa Vista) e UniFAFIRE (Av. Conde da Boa Vista, 921)
Gratuito
Classificação indicativa: confira a programação
Realização: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Mais informações: https://www.instagram.com/mcdh.oficial/



4 Comentários
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